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Por Cesar Munhoz 09/08/2007
Em abril deste ano, o governo federal lançou
o PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação),
um pacote de medidas focadas na melhoria da qualidade da Educação
brasileira, em todos os níveis, mas com ênfase maior na Educação
Básica. Como melhoria não se faz sem diagnóstico, surgiu
o Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.
O novo índice cruza dados de repetência e evasão com resultados
de exames de desempenho. Por ser um medidor mais completo que seus antecessores,
ele foi (pelo menos inicialmente) bem recebido pelos profissionais da Educação.
Como funciona:
O Ideb integra informações de fluxo escolar (aprovação,
reprovação e evasão), dados do Censo Escolar da
Educação Básica e os resultados da Prova Brasil,
que é aplicada pelo Inep aos estudantes ao final de cada etapa
da Educação Básica. A fórmula do Ideb daria
um bom assunto para uma aula de Matemática, mas, basicamente,
pode ser resumida assim: quanto menos tempo os alunos
de uma escola levam para completar determinada etapa do ensino, e quanto
mais altas são as notas deles na Prova Brasil, melhor
será o Ideb dessa escola. A escala vai de zero a dez.
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O que se pretende com o Ideb é traçar
um mapa mais detalhado das escolas do Brasil, identificando aquelas que precisam
não apenas de mais investimentos, mas principalmente de assessoria para
otimizar seus processos e ensinar melhor. O Ideb também vai ajudar no
monitoramento da evolução desses alunos e escolas. Isto porque
ele está vinculado a um plano de metas. A média brasileira do
Ideb está atualmente entre 3 e 4. Para 2021, a previsão é
de que seja de, pelo menos, 6 pontos. Cada escola tem sua própria meta.
Se todas a cumprirem, o resultado nacional será esse.
Ao fornecerem seus dados para o Educacenso,
as escolas assinam o compromisso Todos Pela Educação, um pacto
por meio do qual instituições, municípios e unidades federativas
se comprometem a tomar uma série de medidas. A União se compromete
a oferecer o apoio técnico para a tomada dessas medidas. As escolas com
menores resultados no Ideb poderão receber também ajuda financeira.
Da mesma forma, escolas que se destacarem no cumprimento das metas serão
premiadas com aumento de verbas. É possível não assinar
o compromisso e, portanto, não estar sujeito ao índice e às
metas. Mas quem decidir por esta opção deve enfrentar obstáculos
como, por exemplo, não poder fechar acordos que dependam de repasses
do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).
• Leia a íntegra do Compromisso
Todos pela Educação
Como o Ideb se baseia em dados existentes,
o índice das escolas já pode ser aferido. Os primeiros números
foram publicados em abril, e o que se viu não foi nada bom. Não
estamos falando apenas do índice em si, já que ninguém
esperava ver números bons mesmo. O que assustou foi a forma como os números
foram tratados.
Em 2008, novos
dados serão divulgados
Durante o período de 5 a 20 de novembro de 2007, cerca de 5,5
milhões de alunos de escolas públicas urbanas de todo
o País participam da segunda edição da Prova Brasil,
realizada a cada dois anos. Neste ano, somente estudantes da 5.ª
e 8.ª série do Ensino Fundamental respondem a questões
de Língua Portuguesa e Matemática. A avaliação,
contudo, não se restringe aos alunos: educadores preencherão
questionários sobre estudantes, pais, professores, condições
de trabalho e a escola em si. O principal diferencial do exame é
possibilitar que o perfil de cada escola seja traçado, já
que todos os alunos das turmas selecionadas realizam o exame. A divulgação
dos dados obtidos está prevista para o ano que vem e será
utilizada no cálculo do Ideb.
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