“Educar, condicionar ou punir?”
foi o tema do painel da tarde, que contou com a participação
da professora Flávia Schiling, da Faculdade de Educação
da USP, do vice-prefeito de São Paulo, Hélio
Bicudo, e de Miriam Abramovay, pesquisadora que estuda a violência
nas escolas.
Em relação ao contexto de cidade educadora,
a professora Flávia afirmou que, involuntariamente,
São Paulo educa sua população para não
sair de casa e para ser indiferente. Ela também questionou
a arquitetura das escolas: “Elas se relacionam com a
cidade?”.
Miriam citou o exemplo das escolas públicas que ficam
abertas nos fins de semana, onde não só os alunos,
mas também a população pode participar
de aulas e atividades físicas e esportivas. “É
a valorização do espaço público,
a queda dos muros psicológicos que deixam a escola
isolada da comunidade. Fizemos pesquisas que mostram como
o índice de depredação diminui, pois
todos se sentem donos da escola”, relatou. A pesquisadora
listou uma série de providências que podem reduzir
a violência. “Tornar a escola interessante é
fundamental, assim como o diálogo entre professores
e alunos e regras claras de disciplina”.
Com a presença de Edmond Sullivan, do Canadá,
e Agostinho dos Reis Monteiro, de Portugal, o painel “Educação
Cidadã: inclusão e exclusão” tratou
do ensino como parte dos direitos humanos básicos.
Diretor do Transformative Learning Centre, de Ontário,
Canadá, Sullivan enfatizou a importância de criar
em seus alunos a “consciência ecológica”
e o cultivo de valores espirituais como resistência
ao neoliberalismo globalizante. “Hoje em dia, existe
um apego muito grande aos bens materiais”, disse.
Jones Rossi, enviado especial do portal ao FME. |