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Nessa história, o Brasil tem do que se orgulhar. O país pode
até não ganhar muitas medalhas em Jogos Olímpicos, mas
nunca teve um atleta cujo teste deu positivo para doping, nem mesmo nos
Jogos Pan-Americanos. Esses jogos, realizados sempre um ano antes das Olimpíadas,
costumam servir para alguns atletas testarem novas tecnologias de doping.
Em Caracas, em 1983, a testosterona foi detectada pela primeira vez. Em Indianápolis,
em 1987, o probenecida foi usado para evitar a detecção de anabólicos-esteróides.
| Lorenzo Sampaolo - International Association
of Athltics Federations (IAAF) |
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| Maurren Maggi: doping acidental
tirou a atleta do Pan-Americano e das Olimpíadas. |
O Dr. De Rose explica que o COB faz controles de rotina não só
em quem vai para as Olimpíadas, mas principalmente no atleta que vai
disputar o Pan-Americano. “Atribuo o fato de não termos atletas
dopados a várias razões. A primeira e mais importante é
que os médicos do COB são muito bons, sendo capazes de detectar
e evitar qualquer problema nessa área. Em segundo lugar está o
fato de fazermos um controle prévio dos nossos atletas, o que nos permite
eliminar os que utilizam doping antes que eles cheguem a uma Olimpíada
ou ao Pan. Resolvemos os problemas aqui, sabendo que os que vão para
os Jogos não se dopam. Em terceiro, o COB, além do exame, realiza
um programa de educação antidoping em que o atleta pode
esclarecer suas dúvidas. Por todos esses fatores, acredito que o Brasil
dificilmente vá ter um atleta cujo resultado do exame antidoping
dê positivo em Pan-Americanos ou Olimpíadas”.
Mesmo assim, recentemente uma das mais destacadas atletas brasileiras com chance
de receber medalhas no Pan-Americano de Santo Domingo e em Atenas, a saltadora
Maurren Maggi, foi pega num exame antidoping antes do Pan. Ela inadvertidamente
usou uma pomada com uma substância proibida e ficou de fora dessa competição.
Absolvida, ela desistiu dos treinos e não vai para Atenas. Para o médico
do COB, hoje o atleta deve sempre se preocupar com o que está usando,
mesmo que seja um medicamento receitado por um médico, justificando a
severidade das penas e do controle antidoping. “O que aconteceu com Maggi
foi um acidente lamentável que nos custou uma medalha de ouro, porque
ficamos empatados no Pan-Americano, em terceiro lugar, com o Canadá.
Se ela tivesse competido, provavelmente teríamos conquistado o terceiro
lugar sozinhos”, lamenta.
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