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Por Ederson Santos Lima 02/06/2008
| Foto:
National Arquives (127-N-515039) |
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Marines enfrentando chineses na Revolta dos Boxers, em 1900. Cópia
da pintura de Sergeant John Clymer. |
No início do século XIX (1801-1900),
a dinastia Manchu, que controlava o Império Chinês desde o século
XVII, estava atenta aos interesses dos ocidentais na riqueza da China, razão
pela qual fechou suas portas ao comércio exterior. A única exceção
a essa regra foi a manutenção das relações comerciais
com o porto de Cantão, o que, no entanto, não foi suficiente para
as chamadas potências imperialistas do século XIX (Inglaterra,
Estados Unidos, França, Rússia e Japão), que desejavam
ter mais portos livres, mais consumidores chineses e, conseqüentemente,
mais lucros.
Para obter esse espaço, os ingleses não demoraram a contrabandear
grandes quantidades de ópio para o território chinês, provocando
a reação do Império, que tentava impedir a propagação
desse entorpecente. Em 1839, o governo chinês apreendeu um carregamento
inglês de ópio, o que fez do combate entre ingleses e chineses
apenas uma questão de tempo. Foram os ingleses que declararam guerra,
dando início à chamada Guerra do Ópio, na qual a China
foi derrotada em 1842. Com a derrota, os chineses foram obrigados a assinar
o Tratado de Nanquim, que estabelecia a abertura dos portos aos ingleses e a
entrega de Hong Kong, dando início à dominação ocidental
do gigantesco Império.
As investidas de países ocidentais ao Oriente não pararam por
aí. Japão e Rússia também foram alvo de ataques.
Em 1860, franceses e ingleses invadiram a capital chinesa, Pequim, com o apoio
de norte-americanos e russos, e obrigaram os orgulhosos chineses a aumentar
as vantagens concedidas a países estrangeiros: aceitar a instalação
de embaixadas e a ação de missionários cristãos.
Em 1900, a China tentou resistir por meio da ação de um grupo
de nacionalistas radicais, que se esforçou para reduzir a dominação
estrangeira sobre o país. Chamados de boxers pelos ingleses, os integrantes
desse grupo conseguiram provocar certo medo nos estrangeiros, mas isso não
evitou a exploração sofrida pelo Império, que se prolongou
até a ascensão dos comunistas em 1949.
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