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show dos Backstreet Boys, a fila era de dar volta no quarteirão
e de pôr as mães de cabelo em pé.
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Depois que Elvis Presley armou o topete e chacoalhou os quadris,
a juventude nunca mais foi a mesma. Trinta anos mais tarde, nos
anos 80, o fervor provocado por astros da música pop continuaria
intacto, mas com outras feições. A partir do surgimento
do grupo porto-riquenho Menudos, são as chamadas boys-bands
que passaram a provocar as maiores demonstrações de
histeria coletiva.
Levar fãs ao delírio com coreografias ensaiadas,
visual da moda e garotos boas-pintas definitivamente não
tem nada de novo. O sucesso de grupos como os New Kids on The Block
já inspiraram até mesmo versões nacionais das
boys-bands, como os grupos Dominó e Polegar. Há até
quem veja os Beatles como os ancestrais dessa febre.
Porém, desde que os quatro meninos de Liverpool fizeram
o mundo se descabelar e esgoelar o seu iê-iê-iê,
o Brasil jamais teve notícia de tamanha idolatria. A tietagem
atingiu seu auge na primeira turnê dos Backstreet Boys ao
país. Todo mundo sabe que milhões de meninas entre
13 e 19 anos dormem e acordam rodeadas de pôsteres do grupo.
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Um dia antes do show, as barracas foram
desarmadas. Para se abrigar da chuva, o jeito foi ficar embaixo
da lona.
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O que ninguém esperava é que elas levassem
essa mania tão a sério. Para conseguir alguma lembrança,
toda fã que se preze sabe: é preciso chegar o mais
perto possível do ídolo. Elas são capazes de
tudo para pedir um autógrafo, tirar uma foto, trocar uma
palavra com Nick, Kevin, AJ, Howie D ou Brian. Foi por isso que
disputaram, palmo a palmo, um lugar na fila do show de São
Paulo.
O Educacional acompanhou as peripécias de algumas garotas
que foram, por quase um mês, fãs profissionais. Em
cerca de 200 barracas numeradas, para guardar o lugar na fila, elas
enfrentaram calor, frio e desconforto em um acampamento improvisado
do lado de fora do estacionamento do Anhembi, local do show. Até
5 de maio, a espera foi extenuante. Mas elas garantem que valeu
a pena.
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