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Números apontam estabilização no registro de novos
casos, mas a desinformação faz com que muitas crianças
e adolescentes brasileiros corram o risco de se contaminar pelo vírus
HIV, causador da doença.
No dia 1.º de dezembro, comemorou-se o Dia Mundial de Combate à
Aids. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU),
a aids matou mais de três milhões de pessoas em 2003. Para muitos
países do mundo, principalmente da África, há pouco para
comemorar. No Brasil, apesar de muitas pessoas ainda terem comportamentos de
risco em relação à doença, o balanço da luta
contra o vírus é positivo.
Se os números no país ainda não são ideais, ao
menos são animadores: até setembro de 2003, foram registrados
19.373 novos casos — 5.762 referentes a este ano e 13.611, a 2002. A epidemia
mantém-se estável nas regiões Sudeste (21 casos por 100
mil habitantes) e Centro-Oeste (12 casos por 100 mil habitantes). O Sul, o Norte
e o Nordeste ainda preocupam, pois apresentam tendência de crescimento,
embora as taxas sejam menores do que as observadas antes de 2000.
Dois outros índices ajudam a formar um quadro promissor no Brasil:
a redução de praticamente 100% dos casos de transmissão
por transfusão sangüínea graças ao controle rigoroso
do material utilizado nos hemocentros e a queda em quase um terço dos
casos por transmissão vertical (de mãe para filho), que se deve
ao aumento da cobertura do teste do HIV e do tratamento das gestantes.
Isso é resultado de um programa de prevenção e combate
à aids que é considerado pela ONU como exemplar para o mundo.
Para se ter uma idéia, o Brasil é o único país que
distribui gratuitamente o coquetel de remédios para os portadores do
vírus, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
O que é a aids e o HIV?
A aids, ou síndrome da imunodeficiência adquirida, é
provocada pelo vírus HIV, que está presente no sangue,
no líquido claro que sai do pênis antes da ejaculação,
no esperma, na secreção vaginal e no leite materno das
pessoas infectadas e também em objetos contaminados por essas
substâncias. Pode acontecer de alguém ter o HIV, mas
não ter aids, pois essa doença pode levar até
10 anos para se manifestar — mesmo assim, a pessoa pode transmitir
o vírus. No doente de aids, o HIV destrói as células
de defesa do corpo (os glóbulos brancos), o organismo enfraquece,
e várias outras doenças podem aparecer (são as
chamadas doenças oportunistas). |
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