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Por César Munhoz Publicada em 22/10/2005
Em tempos de violência exacerbada no Brasil, principalmente nos grandes centros, é compreensível que uma mãe ensine a seu filho que o perigo está "lá fora". Entre os conselhos dados no dia-a-dia, estão "não ande por ruas escuras", "cuidado com as companhias" e "fique sempre perto de mim". Para muitas mães, ter o filho dentro de casa é motivo suficiente para não precisar se preocupar com ele.
O que ela não sabe é que a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil são acidentes como quedas, afogamentos, sufocamentos e queimaduras - que podem acontecer em qualquer residência.
Em 2003, o SUS (Sistema Único de Saúde) registrou mais de 100 mil internamentos de crianças com idade entre 1 e 14 anos decorrentes de acidentes domésticos. Dessas, aproximadamente 3 mil morreram e muitas outras ficaram com graves seqüelas, que vão carregar por toda a vida.
O que pode parecer espantoso é, na verdade, bastante compreensível. Se por um lado o lar é nosso "porto seguro", por outro é também um local repleto de elementos de risco: escadas, móveis, rede elétrica, banheira, fogão. E basta um descuido para que algo grave aconteça.
A questão é: como fazer de nossa casa um ambiente mais seguro? Parte da resposta você encontra nesta reportagem, que traz dicas de como evitar os acidentes mais comuns e também a opinião de especialistas sobre como orientar os pequeninos com relação aos perigos que eles podem encontrar quando começam a explorar o mundo.
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