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  3. O Brasil e os Objetivos do Milênio

Por César Munhoz
Fonte: Organização das Nações Unidas
Publicada em 05/01/07
Atualizada em 11/10/07

O futuro não é mais como era antigamente

Nos anos 70 e 80, as pessoas fantasiavam a chegada do século XXI como o ápice de uma era de alto desenvolvimento tecnológico: teríamos megacidades, carros voadores, teletransporte, robôs para nos ajudar nas mais diversas tarefas, etc. Muita gente também imaginava que essa seria uma época de esperança, pessoas e países mais humanos. Mas não foi bem assim que aconteceu.

Chegaram os anos 90 e, à medida que essa década acabava, o mundo percebia que o futuro não seria como esperava-se que fosse. Infelizmente, 2001 — virada de século e de milênio — trouxe ainda mais miséria, desigualdade, doenças e violência entre as pessoas e contra o meio ambiente.

Por essa razão, representantes das Nações Unidas resolveram se reunir para repensar suas políticas e elaborar uma nova visão de futuro para a humanidade. O encontro, chamado Cúpula do Milênio, aconteceu entre os dias 6 e 8 de setembro de 2000 e gerou o documento Declaração do Milênio, em que esses representantes listaram suas maiores preocupações, ou seja, os principais problemas que podem colocar em risco o futuro da humanidade:
— fome e extrema pobreza;
— dificuldades de acesso à Educação e baixa qualidade das estruturas educacionais existentes em muitos países;
— posição inferior da mulher em diversas esferas da vida social e econômica;
— altas taxas de mortalidade infantil e precariedade do atendimento às gestantes, principalmente nos países em desenvolvimento;
— doenças como AIDS, malária e tuberculose, que continuam matando intensamente;
— sustentabilidade ambiental;
— persistência de algumas relações perversas entre “os tubarões” e “os peixes pequenos” (países e/ou empresas) envolvidos no jogo da economia mundial.

Mas de nada adianta apenas pensar nos problemas, se a gente não faz nada para resolvê-los, não é mesmo? Por isso, os representantes de 191 Estados-membros das Nações Unidas que compareceram à Cúpula do Milênio decidiram parar de se lamentar e partiram para a “briga”. Calma, a briga não foi entre eles, e sim contra os problemas. Esse esforço resultou nos 8 objetivos do milênio: um conjunto de alvos que os países devem atingir até 2015 para realmente melhorar o mundo. Não são apenas “oito coisas” para se fazer, são oito grandes objetivos subdivididos em dezoito tarefas ou, como convencionou-se chamar, dezoito metas. Nas próximas páginas, você verá como o Brasil tem evoluído (ou não) no caminho para a conquista dessas metas.




Brasil tem nono objetivo

Não adianta melhorar apenas as estatísticas gerais sem oferecer condições iguais a todas as etnias. Por isso, a partir de 2006, a ONU estipulou um nono objetivo para o Brasil: garantir que as melhorias obtidas na luta pelo cumprimento dos objetivos do milênio promovam igualdade de condições para brancos e negros. Tal meta foi batizada de “Os objetivos do milênio sem o racismo”, e será levada em conta na análise dos resultados finais da campanha. Ou seja, só vamos cumprir os oito objetivos principais se, lá em 2015, brancos e negros estiverem em condições iguais.

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