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Sós no Universo?, do geólogo Peter Ward e do astrônomo Donald Brownlee, é uma ducha de água fria em quem acredita em óvnis ou na chance de um contato imediato com seres extraterrestres. Os autores, que trabalham em projetos de exploração espacial da Nasa, externam o que muitos cientistas pensam a respeito do alarido em torno de ETs. Explicam, com riqueza de minúcias e uma linguagem absolutamente acessível, por que o desenvolvimento de vida inteligente em um planeta é um evento improvável. Para tornar possível a geração de seres complexos como os humanos, um planeta não pode ser grande como Júpiter, pois sua força gravitacional esmagaria qualquer ser vivo. Também não pode ser pequeno demais, como Plutão, incapaz de reter uma boa atmosfera. Não pode estar perto demais do sol, para não queimar. Nem distante demais, para não gelar. Precisa estar estrategicamente situado em uma região calma da galáxia, longe de explosões e choques com grandes meteoros. São tantas as condições imprescindíveis que fica difícil acreditar que outro planeta possa oferecer as mesmas condições que a Terra. Os autores não descartam a possibilidade de haver vida em planetas como Marte, mas nada mais sofisticado do que amebas ou bactérias. A obra funciona como agente provocador de interesse em vários campos da ciência. Afinal, cada argumento do livro mostra como o conhecimento da história do Universo e da evolução do planeta Terra torna mais fascinante nossa compreensão da vida.
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