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  STF libera pesquisas com células-tronco  
  06/06/2008
Por Bárbara Espínola
Comentários de:
- Alex Balduino, cientista, biomédico e coordenador do laboratório de pesquisa do Centro de Pesquisa em Terapia Celular e Bioengenharia Tecidual do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia e professor da Universidade Veiga de Almeida
 

Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr   
Os ministros do Superior Tribunal Federal julgaram se o Brasil poderia realizar pesquisas com células-tronco embrionárias.


O artigo 5.º da Lei de Biossegurança é inconstitucional? Não. Esse foi o resultado do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 29 de maio de 2008. Considerada uma das resoluções mais importantes na história da Ciência, os ministros chegaram a essa conclusão depois de aproximadamente 20 horas de debates. A decisão estava pendente desde 2005, quando houve uma ação da Procuradoria-Geral da República contra a autorização de pesquisas com células-tronco embrionárias, e indefinida pelo STF desde março de 2008, quando um dos ministros fez um pedido de vista e a questão voltou a ser discutida no dia 28 de maio do mesmo ano.

O que define a Lei de Biossegurança?

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A constitucionalidade desse artigo estava em debate porque a Constituição Brasileira garante “aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida”. A célula-tronco usada nas pesquisas e terapias previstas na Lei de Biossegurança é do tipo embrionária, e muitos consideram que a vida começa a existir quando ocorre a formação do zigoto (união do gameta feminino com o masculino).


Células-tronco

As células-tronco podem ser definidas como células “especiais” porque têm uma alta potencialidade de gerar tipos celulares diferentes e também de se auto-renovar (ou potencial auto-renovativo), pois quando se duplicam, pelo menos uma das células-filhas é igual à mãe, ou seja, continua sendo uma célula-tronco.

A diferença entre as células-tronco embrionárias e as adultas

Diego de Freitas / Positivo Informática

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Os embriões congelados

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A célula usada em pesquisas e a polêmica

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O uso em terapias

Foto: Wilson Dias/ABr   
Com o resultado, portadores de doenças degenerativas e portadores de deficiência renovaram suas esperanças de cura, mesmo que não exista uma previsão de quando isso irá ocorrer.

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Em outros países, mesmo os que já começaram as pesquisas com células-tronco embrionárias, há bastante cautela na aplicação em terapias. Recentemente, a Food and Drugs Administration (FDA), órgão que controla as pesquisas clínicas dos Estados Unidos, barrou o início de um tratamento. No Brasil e em outros países, os tratamentos que utilizam células-tronco adultas já são realizados para o transplante de medula óssea, por exemplo. Contudo, como os estudos com células-tronco embrionárias ainda estão começando em nosso país, especialistas afirmam que ainda é difícil prever quando começaremos a ver os resultados dessas pesquisas.


 

 

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