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A alimentação deve ser adequada ao lugar em que se vive, seja ele quente, frio,
úmido ou seco. De acordo com a região, têm-se diferentes tipos de alimentos.
Lugares quentes, por exemplo, dispõem de uma boa variedade de frutas e verduras,
o que não acontece em locais mais frios. Você já se perguntou como os esquimós
vivem se não consomem frutas e verduras no Polo Norte?
As necessidades
humanas são as mesmas em qualquer parte do mundo. O que muda é como os povos as
suprem.
Por exemplo, em ambientes quentes, é necessário que as pessoas se
hidratem com mais frequência, pois perdem uma maior quantidade de água corporal
pela transpiração. Geralmente elas tendem a se descuidar e o resultado é sempre
o mesmo: insolação, desidratação, pele queimada, bolhas, náuseas, etc. Muitos
acham que os cuidados com o sol se restringem a filtros solares, sombra, chapéu
ou boné e acabam se esquecendo da alimentação. A escolha certa dos alimentos
pode ser uma grande aliada para evitar esses danos. Com o calor, porém, aumentam
as chances de deterioração dos alimentos. Assim, é necessário ter um cuidado
maior ao armazená-los e manipulá-los. Os alimentos mais indicados em lugares
quentes são frutas, verduras, legumes, folhas verdes, cereais e pães integrais,
carnes magras, queijos menos gordurosos, sobremesas à base de frutas e muitos
tipos de líquido. Nesses lugares, deve-se maneirar nas bebidas alcoólicas e
evitar frituras, carnes gordas, queijos gordurosos e molhos à base de creme de
leite e de maionese. Isso porque, com o calor, o organismo fica mais sensível
aos condimentos fortes e às gorduras, que podem causar desconforto e
mal-estar.
Em lugares mais frios, é preciso ingerir alimentos mais
calóricos, pois nessa situação o organismo consome mais energia para manter a
temperatura corporal. Mas, apesar da preferência por pratos quentes, mesmo no
frio não se deve deixar de comer saladas, pois elas são fundamentais para o bom
funcionamento do organismo e, além disso, são fontes de minerais e vitaminas
importantes para manter a imunidade do corpo nessa época em que se está mais
sujeito à gripe e a outras viroses. Uma dica é preparar sobremesas à base de
frutas, como banana e maçã ao forno, às quais se pode adicionar canela para
realçar o sabor sem aumentar o teor calórico. Outras boas opções são as sopas de
legumes, que, além de serem saborosas e esquentarem, são muito
nutritivas.
Voltando aos esquimós, eles consomem basicamente carne de
foca e de peixe. Usam a gordura desses animais como fonte de energia e tiram
deles todas as vitaminas, os minerais e as proteínas. Por consumirem muito peixe
de água fria e profunda, eles têm uma ótima reserva de ômega 3. Apesar dessa
dieta mais gordurosa, não apresentam problemas cardiovasculares, como era de se
esperar. Sua expectativa de vida, porém, é curta.
Assim, mesmo em
culturas diferentes, com ambientes diversos, as necessidades nutricionais são as
mesmas. O que muda é como se suprem essas necessidades com o consumo de
alimentos segundo as características locais.
Até a próxima!

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