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Todo mundo já sabe que a melhor alimentação a ser ofertada ao bebê no início
de sua vida é o leite materno. Mas as preocupações, as dúvidas e os erros surgem
quando se começa a oferecer outros alimentos à criança. Pela praticidade, muitos
pais optam por algum produto industrializado, cujo preparo consiste em apenas
adicionar um pouco de água a ele ou cozinhá-lo rapidamente para que fique
pronto. Porém essa prática é bastante condenável. Muitas pessoas não sabem, mas
os alimentos industrializados contêm, na sua formulação, aditivos que poderão
desencadear, mais tarde, uma série de problemas à criança. São conservantes,
acidulantes, espessantes, estabilizadores, aromatizantes, corantes, entre tantas
outras substâncias.
Embora, hoje, a vida seja tão corrida, é muito importante para a saúde de um
bebê que sua alimentação seja a mais natural possível.
Há legislação no Brasil que regulamenta a produção de alimentos direcionados
aos bebês, como leites modificados e papinhas prontas, que é a Resolução n.º
31/92 do Conselho Nacional de Saúde. Mas nem todos os alimentos que nossos bebês
consomem são específicos para eles, como iogurtes, biscoitos e sopas prontas.
Esses produtos não são submetidos a essa regulamentação, pois são destinados a
todas as idades.
Muitos estudos científicos já comprovaram que a introdução precoce de
determinados alimentos (como clara de ovo, leite de vaca fluido, chocolate e
carne suína) pode desencadear alergias alimentares nos bebês. Oferecer sem
cautela produtos industrializados às crianças também pode provocar certa
sensibilidade nelas, causando diversas reações, como asma brônquica, rinite e
dermatites (urticária, por exemplo). Alguns estudos já mostraram que o corante
tartrazina (que confere a cor amarela aos alimentos) pode desencadear sérias
reações alérgicas. Nos Estados Unidos, assim como em outros países
desenvolvidos, há muitos anos, é proibido o uso dessa substância, porém, no
Brasil, não se proibiu a adição da tartrazina, principalmente, em alimentos
direcionados a crianças menores de 1 ano. Os conservantes — como ácido benzoico,
sulfitos e ácido sulfídrico —provocam as mesmas reações alérgicas.
Pela praticidade, alguns pais optam por dar ao bebê alimentos
industrializados desidratados ou semiprontos, mas esquecem-se de que estão
expondo seu filho a uma série de substâncias que seu organismo ainda em
desenvolvimento e sensível não conseguirá metabolizar e excretar, processos que
o organismo de um adulto já está apto a realizar.
Quantas vezes vimos alguém oferecendo ao bebê refrigerante em sua mamadeira?
Ou dando macarrão instantâneo como refeição ou sopas desidratadas e prontas? Uma
das justificativas para tal prática é que esses alimentos podem ser mais livres
de contaminação que os naturais, porém é imensa a quantidade de sódio, gordura
hidrogenada e saturada e de aditivos. Essa troca não vale a pena!
É claro que, devido à praticidade, ao maior prazo de validade e ao sabor
padronizado dos produtos industrializados, as pessoas se deixam seduzir por seu
uso, mas, muitas vezes, sem avaliar criticamente as consequências que surgirão a
longo prazo. E isso sem levar em consideração que nutricionalmente não se
compara a quantidade de nutrientes contidos em um vegetal com a de um biscoito,
por exemplo.
No mercado, existem misturas em pó para papinhas, nas quais basta adicionar
água ou leite para que fique pronta na hora. Quando as indústrias acrescentam o
sabor da fruta nessas misturas, são apenas corantes, que dão uma cor bem viva, e
aromatizantes, que conferem o odor característico da fruta. Na verdade, da fruta
mesmo só o nome na embalagem. É preciso prestar muita atenção nos rótulos dos
alimentos prontos, principalmente quando se trata de ofertá-los a bebês ou a
crianças pequenas.
O sódio é outro vilão da dieta que as crianças pequenas estão expostas quando
consomem produtos industrializados. Ele é usado como conservante de alimentos
enlatados ou está presente em substâncias como o ciclamato de sódio. A
capacidade de filtração renal de bebês ainda é insuficiente para conseguir
excretar todo o sódio que os produtos processados contêm. Assim, o risco de
desenvolver, no decorrer da vida, insuficiência renal e hipertensão arterial
aumenta bastante.
Como a população infantil é mais vulnerável aos efeitos de substâncias que
compõem esses produtos, devido à sua imaturidade fisiológica, o consumo
excessivo desses alimentos poderá acarretar maiores riscos à sua saúde. É
recomendável, então, que esses produtos sejam introduzidos na alimentação das
crianças o mais tarde possível. Ainda vale a frase: quanto mais natural, mais
saudável! Assim, é importante trocar refrigerantes, sucos artificiais, biscoitos
e alimentos semiprontos por frutas e vegetais em forma de sucos e de papinhas.
Também é recomendável sempre ler o rótulo dos alimentos para verificar a
quantidade de aditivos que eles apresentam. A saúde das nossas crianças
agradecerá mais tarde!

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