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Os clássicos da ceia de natal

O Natal está chegando e, com ele, todos os símbolos da tradição natalina. Montamos a árvore de Natal com bolas e laços, colocamos guirlandas nas portas e janelas, acendemos velas, a cidade toda se enfeita com luz, o clima de Natal toma conta das pessoas... E a noite de Natal é coroada com a ceia... às vezes à meia-noite, às vezes mais cedo, mas todos, de uma forma ou de outra, comemoram essa data com um jantar feito especialmente para a família.

 

Você sabe a origem da ceia de Natal? Conforme consta na literatura, há centenas de anos, os europeus deixavam a porta de sua casa aberta no dia de Natal para que os peregrinos e viajantes entrassem e, junto com a família, confraternizassem nesse dia. Daí o porquê de o Natal ser uma data de confraternização entre amigos e familiares. E o prato mais clássico servido nessa ocasião é o peru. O consumo dessa ave se originou nos EUA. Lá, o peru é um prato tradicionalmente servido no Dia de Ação de Graças, uma data muito importante para os americanos, e essa tradição veio para o Brasil. Os índios americanos já criavam perus antes de ocorrer a colonização inglesa. Durante a colonização, os índios serviram peru para comemorar a primeira grande colheita, e assim surgiu o hábito de consumir peru para celebrar datas importantes.

 

Outros alimentos tradicionais do Natal são as frutas secas, as nozes, as castanhas e o panetone. Este foi criado na Itália, mas não se sabe exatamente sua origem. Existem várias versões. De acordo com uma delas, um padeiro de Milão chamado Tone, em aproximadamente 900 d.C., fez um pão e misturou nele alguns ingredientes como frutas secas e nozes. Esse pão fez muito sucesso e ficou conhecido como pane di Tone. Uma segunda versão diz que, entre 1300 e 1400, um italiano, também de Milão, chamado Ughetto, estava apaixonado por uma moça que se chamava Adalgisa e, para poder ficar junto dela, empregou-se na padaria de seu pai. Lá, criou um pão especial que conquistou tanto a filha quanto o pai. E assim o pai de Adalgisa “deu a mão dela” a Ughetto. E uma outra versão conta que um chef di ciusine chamado Gian Galeazzo Visconti, duque de Milão, em 1395 criou um pão diferente para uma festa, e este fez muito sucesso por causa de seu sabor. Mas, independentemente das lendas em torno da história do panetone, ele está sempre presente nas mesas de Natal de todo brasileiro.

 

Agora, você já sabe um pouquinho das histórias que envolvem os clássicos natalinos.

 

Desejo a todos um feliz Natal, com muito amor e paz!

 

Até a próxima!

   

 

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Gisele Pontaroli Raymundo


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