Como conservar os alimentos (Parte 3)

 

Conhecer as formas de conservação dos alimentos é muito importante não só para saber mantê-los em boas condições por mais tempo como para conservar suas propriedades nutricionais e evitar que se contaminem por micro-organismos patogênicos (que causam infecção).

 

Os alimentos chamados de não-perecíveis — ou seja, que duram mais tempo — não necessitam de refrigeração ou armazenamento especial, como enlatados, açúcar, embalados em vidros (conservas, molhos, etc.), grãos (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, trigo em grão, etc.), cereais (arroz, aveia, produtos à base de milho, farinha de trigo etc.), produtos industrializados, como biscoitos e produtos desidratados (sopas, molhos, leite em pó, etc.) e também as embalagens “longa vida”, como leite, molhos, creme de leite e leite condensado. O grande cuidado está em observar sempre o prazo de validade e em utilizar primeiro aquele que está há mais tempo armazenado.

 

Os alimentos perecíveis são aqueles que estragam com mais rapidez: frutas, verduras, carnes, ovos, leite e seus derivados. Esse tipo de produto precisa ser conservado sob refrigeração na geladeira ou no freezer. Já que alimentos diferentes precisam de temperaturas diferentes, é importante também saber usar o espaço na geladeira, pois, dentro dela, há diferenças térmicas. O primeiro passo é não enchê-la demais, para que o ar possa circular adequadamente.

 

Se forem utilizadas em no máximo 24 horas, as carnes podem ficar na geladeira — nas prateleiras superiores, assim como o leite e seus derivados (iogurte, requeijão, queijos, creme de leite, etc.) —; caso contrário, congele-as. Os vegetais e as frutas devem ficar armazenados nas gavetas inferiores, que são áreas menos frias, onde esses alimentos não “queimam”.

 

Os alimentos preparados devem, antes de serem colocados no refrigerador ou freezer, esfriar em temperatura ambiente. Se forem levados à geladeira enquanto ainda estiverem quentes, além de o refrigerador gastar mais energia elétrica para manter sua temperatura interna, as alterações de temperatura podem comprometer a conservação dos alimentos que já estão lá. Deixe as prateleiras superiores para os alimentos cozidos e as inferiores, para os crus. Isso evita a contaminação cruzada — por vazamento de algum alimento cru. Os alimentos que já estão cozidos devem ser guardados tampados e consumidos o mais rápido possível.

 

Como conservar as propriedades nutricionais

Durante os processos de cozimento e armazenamento, os alimentos facilmente perdem nutrientes, principalmente as frutas e verduras. Por isso, evite cozinhá-los por muito tempo. E você pode utilizar a água do cozimento das verduras e legumes para fazer caldos e até mesmo para cozinhar arroz ou macarrão, pois muitos nutrientes se perdem nessa água, principalmente as vitaminas hidrossolúveis (a vitamina C e as do complexo B). Evite colocar bicarbonato de sódio para realçar a cor verde. Essa substância pode destruir alguns nutrientes. Cozinhar no vapor é uma boa alternativa. Evite triturar muito as frutas no liquidificador para que não percam as fibras e vitaminas. O ideal é consumi-las inteiras ou em pedaços grandes.

 

Muitos micro-organismos estão presentes em nosso corpo e ao nosso redor. O problema é quando eles proliferam em quantidade maior que a suportável por nosso organismo ou quando são patógenos, ou seja, prejudiciais à saúde, como os exemplos a seguir.

 

Salmonella sp.: é uma bactéria muito perigosa que pode ser encontrada em diversos alimentos, principalmente em carne de aves e de porco e nos ovos. Portanto, é preciso ter muito cuidado na preparação e consumo de molhos à base de maionese caseira e ovos semicrus. Se você for comer ovo frito, deixe a gema cozinhar também.

Essa bactéria causa diarreia e vômitos e pode levar à morte.

Estafilococus aureus: essa bactéria é muito perigosa. Ela produz uma toxina que não é destruída em altas temperaturas, ou seja, mesmo que o alimento seja fervido, ela é destruída, mas não sua toxina. Ela pode ser encontrada em alimentos bastante manipulados, como carnes (principalmente moídas e picadas), ovos, legumes e frutas pré-processadas.

Campylobacter jejuni: é uma bactéria que cresce em ambientes com pouco oxigênio e pode ser encontrada nas carnes de frango e no leite cru. Por isso, é fundamental o cuidado com os leites não-pasteurizados.

 

Principalmente nas estações mais quentes do ano, é possível aproveitar ao máximo e com segurança os alimentos se tivermos esses cuidados e observarmos as medidas de higiene necessárias. Com isso, podemos prevenir a transmissão de diversas doenças e conservar nossa saúde. Até a próxima!

   

 


Gisele Pontaroli Raymundo


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