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Antes da década de 70, o conhecimento da importância das fibras vegetais na saúde do homem era insignificante, pois elas eram consideradas resíduos alimentares. A partir dessa época, dois médicos ingleses estudaram os hábitos alimentares de uma população rural na África cuja alimentação era rica em fibras e perceberam que entre essas pessoas eram raras as ocorrências de doenças gastrintestinais. Deu-se, então, início a inúmeras pesquisas e, hoje, as fibras são essenciais para a prevenção, controle e tratamento de muitas doenças. Atualmente, sabemos que as fibras são compostos químicos que possuem propriedades diferentes entre si e, por isso, são classificadas como fibras solúveis e insolúveis. As fibras solúveis agem, principalmente, no estômago e no intestino delgado, proporcionando uma digestão mais lenta e eficaz. Elas são encontradas na aveia, na cevada, no bagaço de frutas cítricas, na maçã e na goiaba. As insolúveis atuam no intestino grosso (cólon) absorvendo água e, assim, aumentam de tamanho, deixando as fezes mais amolecidas para a evacuação. Essa massa de fezes pressiona a parede do intestino, estimulando-o a trabalhar mais para evacuar, evitando a prisão de ventre. As insolúveis são encontradas em cereais (farelos), hortaliças (alface), na casca das frutas, na couve e no aipo (legumes). Dê uma olhadinha na quantidade de fibras existente em alguns alimentos.
As fibras também diminuem a absorção de colesterol pelo tubo digestivo, prevenindo doenças cardiovasculares. Além disso, elas diluem as substâncias tóxicas e carcinogênicas, ou seja, os resíduos da fermentação das bactérias do intestino que podem causar câncer, diminuindo o tempo de exposição das células intestinais e ajudando a prevenir o câncer de cólon. As fibras participam no tratamento de uma doença intestinal chamada diverticulite, pois facilitam o trânsito intestinal e ajudam a limpar resíduos alimentares (denominados saburra) da boca, eliminando o mau hálito. Elas atuam retardando e mantendo constante a liberação da glicose na digestão, controlando os níveis de glicose no sangue e evitando o surgimento de fissuras anais e infecções gastrintestinais. O FDA (Food and Drug Administration, instituição que controla os alimentos e medicamentos nos Estados Unidos) preconiza que um homem adulto deve ingerir de 25 a 35 gramas de fibras por dia. Para as crianças e adolescentes até 20 anos, o cálculo para determinar a quantidade diária de fibra ingerida é a sua idade + 5. Assim, se a criança tiver 10 anos (10 + 5 = 15), ela deverá ingerir 15 gramas de fibras por dia. Diariamente, ninguém precisa se preocupar com o consumo desse ou daquele tipo de fibra, o importante é consumir a quantidade diária sugerida pelo FDA. A falta de fibras na dieta tem como sintomas fezes ressecadas e prisão de ventre, mas o excesso pode provocar gases, diarréia e perdas de elementos nutritivos, como cálcio e algumas vitaminas. As fibras são componentes alimentares importantes para a nossa dieta porque ajudam no combate ao mau hálito, controlam a digestão da glicose, ativam o intestino para que trabalhe melhor, reduzem o colesterol, facilitam a digestão, evitam o câncer de cólon e proporcionam a sensação de que o estômago está cheio, fazendo-nos parar de comer. Então, vamos colocar mais fibras na nossa alimentação. |
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Gisele Pontaroli Raymundo |
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