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Chega de subestimar o estudante brasileiro

O que a pesquisa científica significa para os estudantes hoje? Pelo menos para a maioria deles, está relacionada à produção de projetos que são, muitas vezes, uma compilação de conteúdos encontrados em livros, papers ou páginas da Internet. Mas que motivação e estímulos eles recebem para ir além disso?

Pensando nesse problema e inspirada pela Intel Isef (International Science and Engineering Fair), a Prof.ª Dr.ª Roseli de Deus Lopes, da USP, criou a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace). E é com orgulho que anunciamos o apoio do Portal Educacional a essa iniciativa. Mais do que avaliar projetos bonitos e bem apresentados, a Febrace valoriza o potencial criativo de alunos da 8.a série do Ensino Fundamental e dos Ensinos Médio e Técnico, estimulando-os a observar os fenômenos de sua região e propor soluções que tenham resultado prático. Como era de se esperar, para o desenvolvimento da feira, foi necessário superar muitas dificuldades.

“Um dos professores que colaborou na primeira edição apontou três problemas. O primeiro era que eu deveria retirar a palavra ‘engenharia’ do nome. Mesmo assim, fiz questão de mantê-la porque acredito que a ciência tem de andar junto com a tecnologia e, como estamos lidando com aprendizes, precisamos acompanhar esse processo. O segundo problema era a época da realização do evento: março. Mas mantive as datas, pois o que a gente quer é estimular a produção de feiras nas escolas que aconteçam no final do ano e que possam encaminhar projetos para a Febrace, que, por sua vez, seleciona trabalhos para a feira internacional, realizada em maio. A sugestão final dele era que se reduzisse o nível de dificuldade porque os estudantes não iriam entender ‘esse negócio de metodologia’. E eu disse, novamente, ‘não’. Nem que tivéssemos apenas dez ou vinte projetos na primeira feira, precisávamos ‘nivelar por cima’”, comenta Roseli.

A estratégia de não subestimar o estudante deu certo. Ano após ano, a feira está cada vez maior e melhor. O portal conversou com a professora Roseli e com o estudante Everton Salomão Portella, que participou da terceira edição. Veja, a seguir, a entrevista na íntegra e comece a imaginar o que pode acontecer em nosso país com a proliferação de iniciativas desse tipo.

Clique para ler as entrevistas:

 
Prof.ª Dr.ª Roseli de Deus Lopes, coordenadora-geral da Febrace Everton Salomão Portella, estudante premiado na terceira edição da Febrace com o projeto “Salomão”

Conheça alguns dos trabalhos selecionados na quarta edição.

Por César Munhoz

   


         
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