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Relativista revela vida de Einstein
Desde 1964, o professor Dr. John Stachel trabalha na Universidade de Boston.
O físico, que é mestre e Ph.D. em Relatividade Geral pela Universidade
de Pittsburgh, desde garoto era fascinado por questões referentes à
natureza do Universo. E, quando percebeu que a Física é uma ciência
que abrange as leis mais gerais da natureza, teve certeza de que era o ramo
científico que queria estudar.
Filho de um dos líderes do Partido Comunista dos EUA, Stachel viveu
em uma época em que as perseguições políticas eram
muito comuns. Em algumas situações, chegou a receber interferências
do FBI: “Fui aconselhado a não participar de determinadas ações,
como um protesto que ocorreu durante a visita de Edward Teller à universidade
(suponho que o nome de Teller seja conhecido), por receio de que o grupo transformasse
a ação em um ‘protesto vermelho' [comunista]”.
Para Stachel, a celebração do centenário do Ano Miraculoso
de Einstein pode ser considerada, tomando por base a maior parte das manifestações
públicas, a construção de um mito. A imagem de Einstein
com a cabeleira branca é mais mostrada que a dele jovem, que foi quando
realizou suas teorias. "A celebração, na maioria das manifestações
públicas, parece-me ser mais um passo para a construção
de um mito. O fato é que vemos muito mais fotos de Einstein velho, cabeleira
branca — o ‘Mago’ — e poucas dele jovem, quando supostamente
estamos comemorando as realizações de um jovem de 26 anos, o que
é claramente o aspecto mítico da celebração. Eu
faço o que posso para combater isso, mas é o mesmo que tentar
fazer o oceano voltar atrás”.
De Berlim, em entrevista exclusiva ao portal, o professor Stachel, que escreve
artigos para a Nature e AIP (American Institute of Physics), falou, com riqueza
de detalhes, sobre sua vida acadêmica e as dificuldades por ter pertencido
ao Partido Comunista e deu explicações históricas sobre
o desenvolvimento da Teoria da Relatividade Restrita.
Por que o senhor decidiu estudar Física?
Desde muito pequeno — a partir dos 8 ou 10 anos —, eu era fascinado
por questões relativas à natureza do Universo. Como minha família
não era religiosa, nunca considerei as explicações baseadas
no conceito de um Deus. Eu me lembro de uma ocasião em que uma tia rica
me levou a uma loja de brinquedos e disse que eu podia escolher o que quisesse.
Optei por um livro chamado Unveiling the Universe (Revelando o Universo).
Ela ficou surpresa e começou a me mostrar os brinquedos encantadores
que eu podia escolher, mas eu insisti em ficar com o livro. Nele, aprendi sobre
os vários sistemas de mundo — o de Ptolomeu, de Copérnico,
de Kepler, etc. — e li pela primeira vez o nome de Einstein. Esse livro
tinha muitas imagens que permaneceram vívidas em minha memória.
Quando eu era ainda bastante jovem, pensava que poderia descobrir todos os segredos
do Universo, mas, à medida que me tornava mais velho, percebi que isso
era impossível e que eu teria de me satisfazer com objetivos mais modestos:
colocar um tijolo ou dois na grande parede que a ciência constrói.
No entanto, quando aprendi que a Física é uma ciência que
abrange as leis mais gerais da natureza, ficou claro para mim que ela era o
ramo científico que eu queria estudar.
O senhor poderia nos falar de sua carreira (do momento em que escolheu estudar
Física)?
Eu comecei a ler sobre Física nos tempos da High School [que
equivale ao Ensino Médio no Brasil]. Eu lia livros populares, como as
biografias de Madame Curie escritas por sua filha Eve, que me mostraram muitas
coisas interessantes a respeito de Ciência e as dificuldades de Curie
para obter sua instrução naquela época — uma mulher
polonesa em um país sob ocupação da Rússia czarista
—, além de apresentar sua vida como cientista. Também li
obras populares sobre Biologia e Medicina: Microbe Hunters (Caçadores
de Micróbios), de Paul de Kruif, permanece em minha memória.
Mas eram os livros relacionados à Física Teórica, especialmente
à Relatividade e Teoria Quântica, que me impressionavam mais. O
livro Theory of Relativity without Tensor Calculus (Teoria da Relatividade
Sem Cálculo Tensorial), de T. Percy Nunn, e outro de Física
Quântica de Leopold Infeld me impressionaram de forma especial. Tudo o
que eu posso dizer sobre o ensino de Física na escola secundária
é que não restou nenhuma memória — alguns professores
de Matemática da High School eram melhores. Comecei a cursar o
College [que equivale a um curso pré-universitário] com
16 anos, em uma instituição chamada City College, que ficava na
cidade universitária de Nova Iorque e era essencialmente uma escola livre
gerenciada pela cidade. Já iniciei os estudos com o objetivo de, posteriormente,
obter a graduação em Física. Fiz alguns cursos excelentes
de Física lá, mas, depois de uma desavença com o chefe
do departamento, passei a estudar Matemática, área em que conheci
muitos professores bons; em particular, Emil Post, um dos grandes lógicos
do último século. Se ele não tivesse apresentado uma doença
mental no meio do curso que eu fazia, eu poderia ter me tornado um lógico.
Depois, afastei-me da faculdade por um tempo por razões políticas.
Meu pai, que era um dos líderes do Partido Comunista dos EUA, foi processado
sob a lei pública de Smith durante a Guerra Fria (1948) e condenado.
Ele cumpriu três anos e oito meses de uma sentença de cinco anos
“por conspiração ao ensinar e defender a queda do governo
dos EUA pela força e pela violência” — uma pena ridícula,
mas a lei de conspiração é sempre uma lei ridícula.
A evidência de que ele era conspirador foi o fato de ter enviado um pacote
de livros. De qualquer forma, eu não via nenhum futuro para mim na Física
naqueles dias de “conspirações atômicas”, etc.
Então, deixei a faculdade e fui trabalhar por alguns anos. Nessa época,
casei, tive um filho e acabei tornando-me escritor de uma coluna de Ciência
no Daily Worker, o jornal do Partido Comunista dos EUA. Esses artigos
tiveram algum sucesso na impressa da ala esquerda pelo mundo, sendo reimpressos
em diversos periódicos. Minha esposa, vendo meu grande interesse pela
Ciência, incitou-me a retomar os estudos e me graduar. Fiz o curso noturno
da City College e prestei o exame de graduação em Física
no Instituto Stevens de Tecnologia, onde um antigo colega de classe era professor.
Fiz meu mestrado e o Ph.D. em Stevens, ambos relacionados à Relatividade
Geral.
Após a sua graduação, onde trabalhou? O senhor sofreu
alguma pressão política ou perseguição depois que
se graduou?
Enquanto ainda fazia meu Ph.D., comecei a trabalhar na Universidade Lehigh
como instrutor. Peter Havas, um relativista, estava lá e me ajudou a
conseguir o emprego (nesse mesmo ano, ele faleceu). Após dois anos em
Lehigh, iniciei meu pós-doutorado pela Universidade de Pittsburgh, trabalhando
no grupo da Relatividade conduzido por Ted Newman e Al Janis (ambos alunos de
Peter G. Bergmann). Enquanto fazia o pós-doutorado em Pittsburgh, assisti
a uma reunião da Sociedade da Relatividade Geral e da Gravitação
que ocorreu em Varsóvia, em 1962, e fiquei na Polônia por alguns
meses para ajudar a editar as conferências e palestras referentes ao assunto
de meu Ph.D. Nessa época, Leopold Infeld ainda estava vivo, embora fraco
(morreu em 1968). Ele fundou o Instituto para Física Teórica em
Varsóvia, que era um dos principais centros de pesquisa sobre Relatividade
no mundo. Enquanto estive na Polônia, fui de trem à Itália
e à União Soviética. Quando retornei a Pittsburgh, descobri
que o FBI havia visitado o diretor da Universidade e dito a ele que eu teria
participado de uma reunião da Juventude Comunista em Moscou, o que não
era verdade (eu já tinha abandonado o Partido Comunista em 1956, após
a invasão soviética da Hungria, pois percebia que ele não
era tão para a esquerda, mas sim voltado ao Leste, isto é, para
a dominação soviética). Mas, mesmo que eu tivesse participado
da reunião, o que ele teria a ver com isso? De qualquer forma, o diretor
assinou relutantemente minha permanência com a observação
“Pela última vez”. E minha esposa perdeu o emprego de professora
em uma escola primária pública depois da visita do FBI. Nesse
caso, sim, foi uma perseguição política.
Voltando à minha carreira acadêmica: eu tinha me encontrado com
o chefe do Departamento de Física da Universidade de Boston, Robert S.
Cohen, um ou dois anos antes, enquanto cuidava da Escola de Verão de
Brandeis de Física Teórica. O professor Cohen tinha sofrido perseguição
política durante a era de McCarthy e era simpático à minha
posição. Convidou-me para trabalhar no Departamento de Física,
que estava expandindo-se. Eu apresentei um colóquio lá, e o Departamento
decidiu me oferecer o emprego. Isso foi em 1964, e tenho trabalhado com a Universidade
de Boston desde então.
A visita do FBI causou algum problema para você em Pittsburgh?
Fui aconselhado a não participar de determinadas ações,
como um protesto que ocorreu durante a visita de Edward Teller à universidade
(suponho que o nome de Teller seja conhecido), por receio de que o grupo transformasse
a ação em um “protesto vermelho” [comunista]. E ficou
claro que não haveria uma proposta para uma carreira duradoura em Pittsburgh.
Nesse tempo em Boston, qual foi sua linha de pesquisa?
Minha principal linha de pesquisa sempre esteve relacionada à Teoria
da Relatividade Geral e aos fundamentos da Física. A Universidade de
Boston tinha um forte programa de Filosofia da Ciência, em que me envolvi,
e meu próprio trabalho me conduziu a estudar vários problemas
da História da Ciência. Assim, agora considero o problema como
a unidade básica da pesquisa; Matemática, Filosofia, História,
etc. são as ferramentas que usamos, quando necessário no curso,
para tentar solucionar os problemas elaborados. Meus problemas têm sido
basicamente relacionados aos fundamentos das estruturas espaço-tempo,
da mecânica quântica e das sociedades — analisando esse último
conjunto de problemas [sociedades], descobri que as ferramentas desenvolvidas
por Karl Marx em sua análise do capitalismo são as mais úteis.
Em 2005, estamos celebrando o centenário do Ano Miraculoso de Einstein.
O que isso representa para o senhor?
A celebração, na maioria das manifestações
públicas, parece-me ser mais um passo para a construção
de um mito. O fato é que vemos muito mais fotos de Einstein velho, cabeleira
branca — o “Mago” — e poucas dele jovem, quando, supostamente,
estamos comemorando as realizações de um jovem de 26 anos, o que
é claramente o aspecto mítico da celebração. Eu
faço o que posso para combater isso, mas é o mesmo que tentar
fazer o oceano voltar atrás.
Em relação ao Ano Miraculoso em si — no que diz respeito
a aspectos humanos e científicos e não ao mito —, qual é
a importância das teorias de Einstein publicadas em 1905?
Tão interessante quanto as publicações de Einstein
de 1905 é o que elas representam: um fenômeno raro de grande criatividade
individual. Após a fase inicial de um trabalho competente, mas sem destaque,
ocorreu uma explosão de criatividade num período de tempo relativamente
curto. Se olharmos para as realizações de Newton na Ciência
ou de Balzac na Literatura, perceberemos fenômenos similares. Dividi os
trabalhos de 1905 em três categorias.
A primeira diz respeito ao desenvolvimento da visão mecanicista do
mundo, em especial a teoria cinético-molecular do calor. Esse é
o assunto de dois artigos sobre dimensões moleculares e movimento browniano.
A segunda é a resolução do conflito entre a Mecânica
de Newton, a Óptica e a Eletrodinâmica dos Corpos em Movimento.
Esse foi o assunto de seu artigo, que agora chamamos de Teoria Especial da Relatividade,
em que o conflito é resolvido pelo desenvolvimento de uma nova cinemática
que englobe aquela de Newton. O papel da massa e da energia também se
enquadra nessa categoria, como uma conseqüência de Einstein ter estabelecido
uma nova cinemática aplicada a um problema da teoria eletromagnética.
A terceira categoria é a única na qual Einstein é considerado
revolucionário: por meio de uma análise cuidadosa do conhecido
fenômeno de radiação do corpo negro, Einstein chegou à
conclusão de que nem a Mecânica Clássica (mesmo em sua nova
formulação) nem a Eletrodinâmica Clássica poderiam
sobreviver ao ataque da nova descoberta do fenômeno quântico.
Em sua carreira, sua esposa teve papel fundamental, pois o incentivou a
obter a graduação. Mileva, a mulher de Einstein, também
foi muito importante para ele durante a existência do grupo Olympia. Ela
contribuiu para o desenvolvimento da Teoria Especial da Relatividade?
Mileva começou a diminuir em importância para Einstein assim
que o grupo Academia Olympia foi formado em 1902 por Einstein e alguns amigos,
imitando uma tradicional academia de Ciências. Mileva foi muito importante
para Einstein durante seus anos de estudante (de 1896 a 1900) e os dois anos
seguintes (até 1902), antes que ele se mudasse para Berna. Não
temos nenhuma evidência direta do papel desempenhado por Mileva em 1905;
podemos apenas inferir o que havia nas cartas que eles trocavam quando eram
estudantes, nas de Mileva a sua amiga Helena Savic e em algumas lembranças
de seu filho Hans Albert. Com base nessas correspondências, concluí
que ela teve um papel de suporte, como uma caixa de ressonância para as
novas idéias de Einstein, especialmente em uma época em que não
havia outra audiência para essas idéias. Ela provavelmente o ajudou
a encontrar dados na literatura e a checar alguns de seus cálculos, mas
não achei nenhuma evidência de que tenha contribuído com
alguma idéia nova. Nem antes de conhecer Einstein ou durante o tempo
em que viveram juntos, nem depois de se separarem, ela nunca publicou nenhum
artigo sobre qualquer assunto. (Veja meu artigo “Einstein and Maric: A
Collaboration that Failed to Develop” e “New Introduction”
para a edição de 2005 do “Ano Miraculoso de Einstein”
para conhecer detalhes mais precisos sobre esse assunto.)
Lorentz publicou um livro em 1895 sobre a óptica dos corpos em movimento
em que ele propunha uma nova teoria: a contração do espaço,
causada por elétrons ou íons (que eram bem conhecidos naquele
tempo). Também usou a matemática para dar suporte a suas idéias.
E Poincaré interpretou isso como tempo local do sistema de referência
em movimento. Quais são as diferenças introduzidas por Einstein
na Teoria Especial da Relatividade que considera as explicações
de Lorentz acerca da contração e a concepção de
tempo local de Poincaré?
A maior diferença entre Lorentz e Poincaré, de um lado, e
Einstein, de outro, é que Einstein abandonou o conceito do éter
como um sistema de referência preferencial. Para Lorentz e Poincaré,
o movimento do corpo em relação ao éter produzia efeitos
dinâmicos, resultando em uma contração do comprimento desse
corpo na direção do movimento (relativo ao éter), e, de
maneira similar, o movimento dos ponteiros de um relógio era mais lento
para os referenciais em movimento em relação ao éter. Lorentz
e Poincaré explicavam que, por causa desses efeitos dinâmicos que
compensavam os efeitos previstos do movimento através do éter,
os experimentos não produziam nenhum efeito observável. Einstein
eliminou toda referência ao éter, sugerindo que a falha de todas
as experiências em detectar um sistema privilegiado de referência
podia ser interpretada como uma evidência do princípio da relatividade
e mostrou como reconciliar o princípio da relatividade com a constância
da velocidade da luz no vácuo em todos os referenciais inerciais pela
introdução de uma nova cinemática. Então, ele pode
dar uma explicação cinemática (ao contrário das
explicações dinâmicas de Lorentz e de Poincaré) da
contração aparente dos corpos em movimento e do movimento lento
dos relógios quando medidos em relação a qualquer sistema
inercial escolhido como o sistema de repouso.
Einstein sabia da experiência de Michelson-Morley? E da experiência
de Fizeau relacionada à aberração estelar?
Uma carta que ele escreveu por volta de 1900 torna praticamente certo que
ele sabia algo sobre a experiência de Michelson-Morley: ele relata ter
lido um artigo que listava uma série de experiências e seus insucessos
ao tentar detectar o movimento da Terra pelo éter. Se esse experimento
teve um grande papel em suas tentativas originais de formular uma eletrodinâmica
dos corpos em movimento que culminaram na Teoria da Relatividade Restrita de
1905, isso é outra questão. Penso que não, especialmente
quando comparado com a experiência de Fizeau e o fenômeno da aberração
estelar. Estes dois representaram um papel absolutamente crucial em seu pensamento
antes de 1905. A falha de todas as tentativas de detectar o movimento da Terra
através do éter — nos experimentos “de primeira ordem”
— foi suficiente para ele (a experiência de Michelson-Morley conseguiu
uma precisão de segunda ordem).
É verdade que Einstein disse que, se não tivesse desenvolvido
a Teoria Especial da Relatividade, outra pessoa teria feito isso?
Sim, é verdade, e acredito que essa afirmação seja
correta.
As experiências feitas no Brasil foram determinantes para verificar
a teoria?
Uma experiência pode verificar ou contrariar alguma previsão
baseada na teoria. Se o experimento contrariar a previsão, por conseqüência
a teoria estará com sérios problemas e, a menos que alguma explicação
possa ser encontrada (por exemplo: a experiência foi malfeita, alguns
fatores adicionais que afetam o resultado foram negligenciados), a teoria estará
morta. Se o experimento verificar a previsão, isso só significará
que a teoria passou em um teste. Mas ela poderá não sobreviver
a algum teste futuro, por isso, não se pode considerá-la provada.
Quais são suas expectativas sobre a experiência Gravity Probe
B feita por Stanford e a Nasa?
Eu espero que a Teoria Geral sobreviva a esses testes, mas, como disse
há pouco, isso pode não ocorrer. Existem muitos exemplos de uma
bela teoria que foi simplesmente eliminada por um fato feio!
Einstein lutou contra a indeterminação. Há alguma possibilidade
de sucesso no futuro; ou seja: existe alguma possibilidade de que “Deus
não jogue dados”?
Como Einstein finalmente reconheceu, a maior e mais surpreendente característica
da Mecânica Quântica não é seu aspecto probabilístico,
mas o fenômeno de quantum entanglement [entrelaçamento ou
emaranhamento quântico]*. O aspecto experimental, entre outros, parece
mostrar que essa característica de entrelaçamento existe efetivamente,
e Einstein sem dúvida o reconheceu. Se isso precisa ser explicado de
alguma forma pela Mecânica Quântica, é outro assunto.
*O quantum entanglement é uma ligação
peculiar entre duas partículas quânticas em que qualquer coisa
que aconteça a uma também afeta a outra.
Einstein teve um papel determinante no desenvolvimento da bomba atômica
ao enviar duas cartas ao presidente dos EUA?
Ele desempenhou um papel pequeno, mas importante, embora difícil
de determinar. O programa americano da bomba atômica estava muito atrasado
em relação ao britânico, até que se decidiu transferir
o esforço britânico ao Novo Mundo tendo em vista a possível
invasão da Grã-Bretanha pelas tropas nazistas da Alemanha em 1940.
Somente após esse fato é que o programa americano “decolou”,
e Einstein não participou dele após ter enviado essas duas cartas.
O senhor poderia deixar uma mensagem aos estudantes de nosso país?
Orgulhem-se de desenvolver seu país, contribuam de todas as formas
que puderem, trabalhem duro para fazer com que os frutos do desenvolvimento
atinjam todas as pessoas e não apenas poucos privilegiados. Lutem por
uma política externa independente para sua nação, aliando-se
aos demais países contra o imperialismo dos EUA, que tentam dominar o
planeta. Nunca deixem de construir um mundo melhor, mas considerem sempre que
algumas coisas que vocês pensavam serem corretas podem se tornar erradas.
Em outras palavras, protejam-se contra o ceticismo e o misticismo e também
do dogmatismo.
| por |
Gizáh Szewczak
Ricardo Von Staa
Bohdan Metchko Junior
Ricardo Possagno
Sandro Luis Ferreira |
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