Login: Senha:
Pesquisa escolar:
Pesquisa avançada  
Entrevistas   Entrevista da Semana
 
 

A catarinense Fabiana Beltrame, 22 anos, começou a praticar o remo aos 15. Desde então, a atleta vem alcançando importantes marcas em sua carreira, como o título Sul-Americano de 2002, na modalidade Double Skiff, e a oitava colocação no Mundial Sênior B. Também em 2002, Beltrame ganhou o prêmio Brasil Olímpico, título dado pelo COB aos atletas de maior destaque em suas modalidades.

 

“Conquista inédita”

Mais uma atleta brasileira entra para a história dos Jogos Olímpicos. A catarinense Fabiana Beltrame ganhou, no Pré-Olímpico de El Salvador, a vaga para Atenas 2004 no remo e tornou-se a primeira brasileira da história a disputar as Olimpíadas nessa modalidade esportiva.

Com toda certeza, o dia 16 de maio de 2004 ficará para sempre na memória da atleta da equipe brasileira de remo Fabiana Beltrame. É que, nessa data, ela garantiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Atenas, sendo também a primeira brasileira da história a participar das competições de remo em Olimpíadas. A classificação foi conquistada durante o Pré-Olímpico Latino-Americano, disputado em El Salvador. Fabiana ficou em terceiro lugar na categoria single skiff, ficando atrás somente dos barcos mexicano e chileno, que também garantiram suas vagas.

Classificação assegurada, a remadora de Florianópolis (SC) — que em 2002 recebeu do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) o prêmio Brasil Olímpico, dado aos atletas que mais se destacaram em suas modalidades — faz planos para o futuro e conta quais são suas expectativas para as Olimpíadas.

Você será a primeira mulher da história a representar o Brasil em uma Olimpíada na modalidade do remo. A que você atribui esse feito?
Principalmente a mim (risos), pela dedicação que eu tenho ao remo. Também ao meu técnico, que sempre me apoiou, dizendo que eu ia conseguir.

Quais foram as principais dificuldades que você enfrentou para alcançar essa inédita classificação?
O remo é um esporte que, no Brasil, é bem carente de apoio. Principalmente aqui em Florianópolis, ele não tem divulgação nem patrocínio. Então, acabamos ficando desanimados porque não temos apoio de empresas ou do governo.

Há quanto tempo você compete e como começou sua ligação com o remo?
Eu comecei a praticar o remo aos 15 anos; hoje, estou com 22. Já na primeira competição, eu me apaixonei por esse esporte e vi que era isso que queria. A partir daquele momento, eu queria conseguir mais, meus objetivos começaram a crescer. No começo, eu via o pessoal da equipe de remo aqui de Florianópolis treinando e, como morava perto, fiquei curiosa para praticar o esporte, mas não para competir. Mas, com o tempo, fui envolvendo-me cada vez mais com o remo, e as conseqüências disso foram as competições, das quais participo até hoje.

Qual é sua expectativa para as Olimpíadas de Atenas?
Vou tentar ter uma boa participação, mas, como o remo brasileiro é um pouco defasado em relação a outros países, acredito que qualquer resultado que vier vai ser considerado bom, uma vez que essa classificação foi inédita. Independentemente disso, vou fazer o máximo em Atenas para obter uma boa classificação e, quem sabe, tentar melhorar para as próximas Olimpíadas.

Na sua opinião, quais são suas chances de trazer uma medalha para o Brasil?
Pra ser sincera, as chances são mínimas, no feminino ainda menos que no masculino. Aqui no Brasil o remo feminino é relativamente novo, então, em relação à outros países, é bem difícil conseguir uma medalha, tanto no masculino quanto no feminino. Só o fato de termos conseguido a classificação já pode ser considerado uma vitória.

Como é sua preparação antes de uma competição importante como as Olimpíadas, por exemplo?
Eu treino duas vezes por dia, durante aproximadamente cinco horas. A maior parte do treinamento é feita na água, mas também treino musculação, a parte física, velocidade, força, etc. É um treinamento bem pesado, ainda mais agora, já que estamos visando uma competição tão importante como as Olimpíadas.

Você considera essa classificação para Atenas a principal conquista de sua carreira?
Com toda certeza. De todas as conquistas que tive até agora em minha carreira, essa classificação para as Olimpíadas foi a que teve um sabor especial.

Por Guilherme Prendin

*****




   


         
<< voltar  
         


Copyright © 2001, 2009. Portal Aprende Brasil. Todos os Direitos Reservados. Termos de uso | Quem somos