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Isis

"O recado que eu dou para as escolas é que primeiro reflitam sobre que papel elas vêem para os meios de comunicação hoje. Conforme forem pensando essa questão, vai dar para elas fazerem TV, rádio, do jeito que quiserem"

 
Isis Lima Soares, 14, é aluna da oitava série da Escola Cooperativa do Butantã e membro do projeto Cala-Boca já Morreu — Porque Nós Também Temos o que Dizer. Em 20 de agosto de 2001, a iniciativa completa seis anos pondo crianças no ar e nas páginas dos jornais e transformando os meios de comunicação em proveitoso espaço educativo.





 

Lições do rádio

Cala-Boca já Morreu — Porque Nós Também Temos o que Dizer. Mais parece grito de guerra, desses que se ouvem em protestos. Na verdade, é um projeto que anuncia em alto e bom som que, ao expressar suas opiniões na mídia, as crianças sentem-se valorizadas e aumentam sua vontade de conhecer, discutir e aprender .

Quem ligou o rádio naquela tarde de domingo deve ter tomado um susto. Nada de locutores profissionais e vozeirões empostados anunciando as últimas paradas de sucesso. Em vez disso, uma voz suave, infantil, animava um acirrado e quentíssimo debate. Um grupo de crianças entre 7 e 12 anos acabara de assumir o comando da Rádio Cidadã — uma extinta emissora comunitária do bairro do Butantã, em São Paulo.

"A gente dominava a rádio", lembra Isis Lima Soares, que está nessa aventura desde os oito anos de idade. Ao microfone, operando aquele monte de botões dos equipamentos de som ou atendendo os ouvintes pelo telefone, ela e sua turma estavam corrigindo uma "falha nossa". Ou você nunca notou que mesmo as matérias de jornal e programas de rádio e TV dedicados às crianças quase sempre são feitos por adultos?

Convictos de que as crianças também têm o que dizer, a molecada aproveitou a presença do dono de uma cadeia de jornais de bairro no estúdio para lançar no ar uma provocação: "Por que vocês não abrem espaço para criança escrever para criança?" Foi assim que a patotinha de radialistas mirins ganhou mais espaço para divulgar suas idéias, dessa vez na imprensa escrita.

Até parceria com uma produtora eles já fizeram para que os programas de TV também tivessem a sua cara. Na falta de recursos, somente quatro programas saíram da fornada. Mas eles não desistem. O próximo objetivo é incentivar todas as escolas a ter sua própria rádio. As prefeituras de Sorocaba e Vargem Grande Paulista já vestiram a camisa. A prefeitura de São Paulo vai ser a próxima a comprar a idéia.

"É um grande passo para entender que, nos meios de comunicação, a gente aprende muito", garante Isis. Na entrevista a seguir, ela explica por que as escolas devem se sintonizar nessa onda e colar seu ouvido no radinho. Para ela, não é preciso um baita equipamento, o essencial é refletir sobre o papel dos meios de comunicação e fazer com que a opinião das crianças atinja mais e mais pessoas.

É verdade que o projeto Cala-Boca já Morreu foi criado, entre outros motivos, para ajudar crianças que iam mal na escola?
Mais ou menos. Os dois primeiros integrantes do projeto fomos eu e um menino que tinha dificuldade na escola, mas também muito talento. Ele sempre ia ao projeto, mas não falava. Então, percebemos que o olhar dele era totalmente voltado para o aspecto técnico e pensamos: "Já que as crianças podem apresentar programas na rádio, falar, dar sua opinião, por que também não podem dominar a parte técnica?" A partir desse dia, na Rádio Cidadã, que era a rádio comunitária em que a gente estava, passou a ter criança no microfone, na parte técnica e no telefone fazendo atendimento ao ouvinte. Quer dizer, a gente dominava a rádio (risos). Hoje, esse menino opera os equipamentos muito bem.

"Qualquer pessoa que não tem muito contato com os meios de comunicação e começa a fazer rádio passa a ouvir a sua própria voz, o que tem para falar e se sente reconhecida."

Mas você acha que usar meios de comunicação como o rádio em projetos educacionais pode melhorar o rendimento escolar? Como isso acontece?
Uma pergunta que várias pessoas nos fazem é se o projeto não nos atrapalha na escola (risos). O que aprendemos na rádio, com certeza, nunca aprenderemos na escola e, mesmo quando aprendemos a mesma coisa, é de uma forma diferente, muitas vezes mais gostosa, que fica mais na cabeça. Não é aquela "decoreba" só para passar na prova. Por exemplo: uma vez convidamos o Prof. Dr. Marcos Ferreira dos Santos, do Instituto Butantã, para falar sobre cobras e, bem nessa época, eu estava aprendendo sobre isso na escola. Só que era aquela coisa, apostila e tal. O que aconteceu foi que acabamos descobrindo que na apostila tinha informação errada.

E o que você fez depois que descobriu isso?
Como fizemos esse programa, eu o levei para escola e falei: "Professora, na apostila da escola tem algumas coisas que não são verdadeiras. Nós entrevistamos um especialista em cobras e eu acho que seria legal a classe ouvir. Que tal?" E então nós ouvimos. O Cala-Boca já Morreu veio justamente para provar que é possível usar o rádio, o jornal, a TV e a Internet como espaço educativo. E um grande espaço educativo! Não é aquela coisa chata, cansativa em que o professor fala e o aluno ouve. Com certeza, muita gente não agüenta mais isso, nem professor nem aluno.

Você está no projeto desde o início. Conte um pouco da história do Cala-Boca já Morreu.
Eu tinha oito anos na época. Tudo começou quando uma rádio comunitária foi inaugurada aqui no Butantã, onde eu moro, e minha mãe resolveu ver como ela funcionava. Começamos com um programa de rádio ao vivo, das quatro às seis da tarde, aos domingos. Éramos um grupo de dez crianças e havia também um grupo de adolescentes, com um programa das duas às quatro da tarde. Falávamos de diversos assuntos: meio ambiente, política, etc.

Eu acredito, até porque todos eram crianças, que vocês não tinham experiência com rádio. No começo, não foi difícil apresentar um programa de rádio de duas horas ao vivo?! Como eram os programas?
Nós não tínhamos nenhuma experiência. Nem nós nem meus pais, que são os coordenadores do projeto. O que meus pais costumam falar — e eu concordo com eles — é que devemos sempre começar pela prática, pois a teoria vem de acordo com as nossas necessidades. Então, a primeira coisa não é ler sobre como se faz rádio, é aprender na prática. O que acontecia nessas duas horas? Era um bate-papo! A diferença estava no microfone e na possibilidade de pessoas que nós não conhecíamos participarem da nossa conversa.

Você acha que essa é uma boa proposta para a escola? Ela deveria dar mais atenção aos conhecimentos que se pode adquirir na prática?
O que eu falei sobre rádio, a escola também poderia fazer com os conteúdos escolares. Na hora de aprender um assunto interessante, que tal gravar um programinha de dez minutos e apresentar para a escola inteira? Eu gostaria muito que, assim como aprendemos a ler, a escrever e a fazer contas, fosse possível aprender a fazer rádio, jornal e televisão na escola, como se fossem novas matérias.

Vocês procuram fazer uma ligação entre educação e mídia. Poderia explicar por que vocês decidiram dar atenção, no programa de rádio, aos temas propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN)?
Na época, nem sabíamos o que era isso (risos). Só depois vimos que esses temas eram recomendados para a escola. Todos os temas de que tratamos no projeto surgem nas discussões que fazemos durante a semana. Nós fazemos o programa aos domingos e, às terças, das sete e meia às nove da noite, temos uma reunião de pauta, em que discutimos algumas questões do grupo e elaboramos o roteiro do programa de domingo. Nessas reuniões, é que acabamos trazendo algum tema de que se falou na escola. Por exemplo, se falam que política é um saco, logo pensamos se não seria legal falar disso no domingo.

E como foi que vocês conquistaram espaço também nos jornais e nas tevês?
Nessa época da Rádio Cidadã, entrevistamos o dono de uma grande empresa de jornais de bairro de São Paulo. Uma das perguntas que fizemos foi a seguinte: "Nos meios de comunicação escritos, tudo o que é escrito para crianças é escrito por adultos. Por que vocês não abrem espaço para crianças escreverem para crianças? Não seria mais legal?" Ele falou que ia nos dar esse espaço. A partir de então, o Cala-Boca começou a fazer o jornal. Isso foi em 96.

E na TV? Como vocês gravaram os programas de vocês?
Quando surgiu o canal comunitário da cidade de São Paulo, tivemos a oportunidade de fazer apenas quatro programas de televisão que foram ao ar.

O projeto questiona a dificuldade de acesso da criança aos meios de comunicação. Como vocês vêem a questão das rádios e dos canais comunitários, a que a população continua sem acesso e que tem dificuldade para financiar?
Uma característica nossa é que trabalhamos em parceria. No caso da rede de jornais de bairro, nós escrevemos o jornal e eles bancavam a impressão. Na televisão, conseguimos uma produtora que nos cedeu o equipamento e a ilha de edição. A partir do momento em que a parceria ficou inviável para eles, tivemos de parar com os programas.
No caso das rádios comunitárias, o que acaba nos preocupando e interferindo no nosso trabalho é outra coisa. A Rádio Cidadã, por exemplo, onde nós estávamos em 97, foi fechada porque, nessa época, as rádios comunitárias eram ilegais. Hoje, elas são legalizadas, mas precisam de autorização, precisam ser sancionadas pelo governo, e isso demora. Somos da opinião de que eles fazem isso porque os meios de comunicação oficiais pertencem a grandes políticos. Mas não é por isso que vamos deixar de expressar nossa opinião e abrir espaço para a comunidade falar o que pensa. Estamos em uma rádio não autorizada pelo governo, mas é uma rádio comunitária de verdade, a comunidade tem uma interferência muito grande nela.

As rádios por que vocês passaram ficavam em comunidades carentes?
Não necessariamente. Essa é a terceira rádio comunitária pela qual a gente passa. A Rádio Cidadã ficava no Butantã, numa área que abrangia uma favela também. Tínhamos a participação da favela no programa, mas não só dela. Depois, fomos para a Rádio Charme, que era um charme (risos). Era um estúdio bem pequeno, mas dava para fazer rádio de qualquer forma. Lá, sim, a audiência era 100% favela, uma comunidade de nível econômico mais baixo. Para muitos, foi até uma surpresa o lugar onde a rádio ficava. Já a Rádio Guadalupe fica em Osasco e abrange vários tipos de público.

“Já tivemos várias ligações quando o assunto era o racionamento de água aqui em São Paulo. A questão da energia elétrica é outro dos assuntos mais quentes do país agora. Política também”.

E como foi esse contato com o público mais carente. Tem sido uma experiência enriquecedora para o grupo?
Foi um trabalho bem interessante e temos discutido sobre isso nos últimos tempos. Na Rádio Guadalupe, a audiência é grande. Você vai à padaria e as pessoas estão ouvindo e comentando o programa, mas a participação do ouvinte por telefone não é tão grande. Nós nos perguntamos por quê. Na Rádio Charme, a gente chegava a receber 20 telefonemas em uma hora, era uma coisa absurda. Mas isso acontecia porque os ouvintes queriam mandar um salve, um beijo, um abraço, um toque para não sei quem. Não era uma participação sobre os nossos temas. Mas, na Rádio Guadalupe, sabemos que eles estão comentando o programa em casa.

Nesses seis anos de existência do projeto, como você avalia o espaço que a mídia voltada ao público jovem ou infanto-juvenil dedica para as crianças expressarem suas opiniões?
O que percebo é que mudou bastante. A criança e o adolescente hoje estão tendo mais espaço para expressar seus sentimentos, seu modo de pensar. Nós acompanhamos os relatórios que a Agência Nacional dos Direitos da Infância (Andi) tem feito, como o boletim A Infância na Mídia, e estamos cada vez mais conquistando o nosso espaço e sendo ouvidos por mais gente que achava que jovem não tem o que dizer.

Você disse que o programa tem audiência e repercussão. Você acha que ele também está contribuindo para mudar a imagem da criança na sociedade, ao mostrar que ela tem muito a dizer?
Acho que está revertendo essa imagem completamente. Temos muita audiência de pessoas da terceira idade, que têm uma formação mais antiga, aquela história de mandar a criança calar a boca mesmo. E recebemos muitas ligações de senhoras que falam: "Nossa! Que legal o programa de vocês, é bárbaro! Adorei quando vocês falaram sobre esse assunto!" Uma vez, fizemos uma entrevista sobre drogas no programa e ganhamos os parabéns de muita gente que achava que esse assunto devia ser tratado mais vezes.

Pelos ouvintes de vocês, quais são os temas de maior interesse da população atualmente?
Acho que a questão da água. Já tivemos várias ligações quando o assunto era o racionamento de água aqui em São Paulo. A questão da energia elétrica é outro dos assuntos mais quentes do país agora. Política também.

Vocês falam de política?! Acho que, nessas horas, a equipe se divide em quem é contra e quem é a favor de falar sobre política...
Já entrevistamos deputados, senadores, pessoas com vários cargos ou então que são especialistas em política para conversar e explicar o assunto para nós. Já tivemos várias discussões sobre isso. No início, eu não queria falar sobre política porque achava que criança não ia se interessar pelo assunto, que todo mundo ia achar um saco e mudar de estação. É que eu não conhecia nada a respeito. Mas a partir do momento em que eu comecei a entender de política, passei a gostar e a acompanhar. Hoje, tentamos falar sobre os mais diversos assuntos na rádio, no jornal e na tevê. Percebemos que as pessoas só não falam, não discutem, não participam porque não conhecem...

“Devemos sempre começar pela prática, pois a teoria vem de acordo com as nossas necessidades. Então, a primeira coisa não é ler sobre como se faz rádio, é aprender na prática”.

Você acha que as escolas não usam o rádio para estimular o aprendizado porque não conhecem o seu potencial?
Eu acho que não só as escolas, mas a maioria das pessoas tem uma visão de que uma rádio serve só para tocar música e mandar recado, o que não é verdade. Dá pra falar sobre educação, para aprender muito, tanto fazendo quanto ouvindo. As rádios comunitárias estão provando que isso é completamente possível. As escolas deveriam pensar um pouco sobre isso, assim como as comunidades já vêm fazendo. Um de nossos projetos é o Rádio-Escola, baseado no Cala-Boca já Morreu e que visa instalar um estúdio de rádio nas escolas. Isso já vem acontecendo em Sorocaba/SP e Vargem Grande Paulista, onde, se não me engano, existem seis escolas que hoje já contam com a aparelhagem e fazem programas internos para usar na sala de aula e para passar na hora do recreio. A prefeitura de São Paulo comprou esse projeto para implantá-lo nas escolas municipais. Foi uma vitória e estamos superfelizes. É um grande passo para entender que, nos meios de comunicação, aprende-se muito.

E que recado você daria para um professor ou diretor de escola que quisesse propiciar aos seus alunos um projeto semelhante ao Cala-Boca já Morreu?
O recado que eu dou para essas escolas é que primeiro reflitam sobre que papel elas vêem para os meios de comunicação hoje. Conforme forem pensando sobre essa questão, vai dar para elas fazerem TV, rádio do jeito que quiserem. Não precisamos ter o equipamento que a Rede Globo tem. Tendo um gravador pequeno de mão, dá para fazer um programa de rádio superlegal. Pode não ter uma excelente qualidade, mas muito mais gente vai poder dar sua opinião.

O que mudou na sua vida de estudante depois que a sua opinião sobre as coisas passou a ser ouvida por mais gente pelo rádio?
Nós já fazemos rádio há seis anos e percebemos que qualquer pessoa que não tem muito contato com os meios de comunicação e começa a fazer rádio, passa a ouvir a sua própria voz, o que tem para falar e se sente reconhecida. A pessoa acaba se valorizando muito mais, crescendo muito e tendo vontade de procurar, de conhecer, de discutir e acaba percebendo que não está na escola à toa, que vai usar o que está aprendendo. Ela vê na prática que ter voz é muito importante. Muitas pessoas estão ouvindo o que ela está falando e isso vai marcar para sempre as suas vidas. É uma atividade em que aprender é legal, divertido, gostoso. Não é como ficar sentado quieto, ouvindo o professor falar sem emitir a nossa opinião.

São seis anos ininterruptos no ar?
Ficamos quase um ano fora do ar na rádio, mas fizemos outras atividades.

Você comentou que já levou o programa para sua escola e que isso marca quem está ouvindo. Os outros integrantes do projeto têm feito o mesmo? Como essa experiência tem repercutido nas escolas de vocês?
Sempre levamos as coisas que fazemos para mostrar aos professores. Na escola em que eu estudo, Escola Cooperativa do Butantã, criamos o Gama — Grupo de Ação para o Meio Ambiente. Só me liguei em meio ambiente depois que entrei no projeto. Outra coisa é que o comportamento dos alunos que fazem parte do projeto mudou bastante. Algumas pessoas que eram completamente "desinteressadas", hoje fazem parte do grêmio da escola, realizam eventos e coisas desse tipo.

Pelo jeito, o meio ambiente também é um dos temas favoritos de vocês...
Foi o primeiro tema de que começamos a tratar, em 1995. O Cala-Boca já Morreu tem várias assessorias. E a nossa assessoria de meio ambiente é o S.O.S. Mata Atlântica. Entramos em contato com eles porque queríamos falar sobre o Rio Tietê e conhecemos o Samuel Barreto, biólogo do S.O.S. e coordenador do Núcleo Pró-Tietê, daqui de São Paulo. Ele levou algumas amostras de água para nós e foi muito engraçado. Na época, nós éramos apenas dez crianças e havia crianças pequenas no projeto, uma de três e outra de quatro anos. Elas foram para o colo do Samuel e ficou todo mundo empolgado. Começaram a chegar crianças para ver o que estávamos fazendo. A gente estava quase em cima da mesa, no estúdio, fazendo análise da água e contando tudo para o ouvinte.

E como é esse projeto colaborativo com a escola americana na área de meio ambiente?
Esse projeto surgiu no ano passado. O núcleo de comunicação e educação da Escola de Comunicação e Artes da USP, coordenado pelo professor Dr. Ismar de Oliveira Soares, tem um programa chamado CAAP, que agora está virando "CAP" (boné), por estar na cabeça dos jovens. Traduzindo para o português, a sigla significa Países Aliados pela Comunicação. Então, várias escolas do mundo inteiro fazem intercâmbio via Internet sobre o tema que escolheram. Nós fazemos intercâmbio com uma escola dos Estados Unidos sobre o tema poluição do ar e automóveis.

Como são as atividades desse projeto? Vocês se reúnem e discutem pela Internet?
Nós estamos numa fase de apresentação: quem somos nós, quem são eles, o que existe aqui no Brasil, o que existe lá, trocamos fotos. Acabou sendo definido que as escolas integrantes do CAAP teriam um instrumento de apresentação para escolas de outros países. E como o Cala-Boca já Morreu tinha TV, rádio e jornal, pensamos em fazer um site. Nós estamos construindo um site e eles, nos Estados Unidos, estão fazendo um vídeo.

É engraçado que a escola com quem vocês estão discutindo a poluição do ar seja dos Estados Unidos, que estão sendo criticados por não assinar o Protocolo de Kyoto...
Parece que essa escola é bem bacana porque eles têm muita aparelhagem e fazem vídeos na sala de aula. Mas a escola aceitar falar sobre essa questão de o país ter quebrado o Protocolo de Kyoto é mesmo bem legal, com certeza.


Para entrar em contato com o projeto:
E-mail: isislimasoares@uol.com.br
telefones: (11)3714 2628 ou (11)3714 8158

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Vitor Casimiro
Exclusivo para o Educacional

agosto, 2001

         
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