|
Lições
do rádio
Cala-Boca já Morreu
Porque Nós Também Temos o que Dizer. Mais parece
grito de guerra, desses que se ouvem em protestos. Na verdade, é
um projeto que anuncia em alto e bom som que, ao expressar suas
opiniões na mídia, as crianças sentem-se valorizadas
e aumentam sua vontade de conhecer, discutir e aprender .
Quem ligou o rádio naquela tarde de domingo
deve ter tomado um susto. Nada de locutores profissionais e vozeirões
empostados anunciando as últimas paradas de sucesso. Em vez
disso, uma voz suave, infantil, animava um acirrado e quentíssimo
debate. Um grupo de crianças entre 7 e 12 anos acabara de
assumir o comando da Rádio Cidadã uma extinta
emissora comunitária do bairro do Butantã, em São
Paulo.
"A gente dominava a rádio", lembra Isis Lima Soares,
que está nessa aventura desde os oito anos de idade. Ao microfone,
operando aquele monte de botões dos equipamentos de som ou
atendendo os ouvintes pelo telefone, ela e sua turma estavam corrigindo
uma "falha nossa". Ou você nunca notou que mesmo
as matérias de jornal e programas de rádio e TV dedicados
às crianças quase sempre são feitos por adultos?
Convictos de que as crianças também têm o que
dizer, a molecada aproveitou a presença do dono de uma cadeia
de jornais de bairro no estúdio para lançar no ar
uma provocação: "Por que vocês não
abrem espaço para criança escrever para criança?"
Foi assim que a patotinha de radialistas mirins ganhou mais espaço
para divulgar suas idéias, dessa vez na imprensa escrita.
Até parceria com uma produtora eles já fizeram para
que os programas de TV também tivessem a sua cara. Na falta
de recursos, somente quatro programas saíram da fornada.
Mas eles não desistem. O próximo objetivo é
incentivar todas as escolas a ter sua própria rádio.
As prefeituras de Sorocaba e Vargem Grande Paulista já vestiram
a camisa. A prefeitura de São Paulo vai ser a próxima
a comprar a idéia.
"É um grande passo para entender que, nos meios de
comunicação, a gente aprende muito", garante
Isis. Na entrevista a seguir, ela explica por que as escolas devem
se sintonizar nessa onda e colar seu ouvido no radinho. Para ela,
não é preciso um baita equipamento, o essencial é
refletir sobre o papel dos meios de comunicação e
fazer com que a opinião das crianças atinja mais e
mais pessoas.
É verdade que o projeto Cala-Boca já
Morreu foi criado, entre outros motivos, para ajudar crianças
que iam mal na escola?
Mais ou menos. Os dois primeiros integrantes do projeto fomos eu
e um menino que tinha dificuldade na escola, mas também muito
talento. Ele sempre ia ao projeto, mas não falava. Então,
percebemos que o olhar dele era totalmente voltado para o aspecto
técnico e pensamos: "Já que as crianças
podem apresentar programas na rádio, falar, dar sua opinião,
por que também não podem dominar a parte técnica?"
A partir desse dia, na Rádio Cidadã, que era a rádio
comunitária em que a gente estava, passou a ter criança
no microfone, na parte técnica e no telefone fazendo atendimento
ao ouvinte. Quer dizer, a gente dominava a rádio (risos).
Hoje, esse menino opera os equipamentos muito bem.
 |
| "Qualquer pessoa
que não tem muito contato com os meios de comunicação
e começa a fazer rádio passa a ouvir a sua própria
voz, o que tem para falar e se sente reconhecida." |
Mas você acha que usar meios de comunicação
como o rádio em projetos educacionais pode melhorar o rendimento
escolar? Como isso acontece?
Uma pergunta que várias pessoas nos fazem é se o projeto
não nos atrapalha na escola (risos). O que aprendemos na
rádio, com certeza, nunca aprenderemos na escola e, mesmo
quando aprendemos a mesma coisa, é de uma forma diferente,
muitas vezes mais gostosa, que fica mais na cabeça. Não
é aquela "decoreba" só para passar na prova.
Por exemplo: uma vez convidamos o Prof. Dr. Marcos Ferreira dos
Santos, do Instituto Butantã, para falar sobre cobras e,
bem nessa época, eu estava aprendendo sobre isso na escola.
Só que era aquela coisa, apostila e tal. O que aconteceu
foi que acabamos descobrindo que na apostila tinha informação
errada.
E o que você fez depois que descobriu isso?
Como fizemos esse programa, eu o levei para escola e falei: "Professora,
na apostila da escola tem algumas coisas que não são
verdadeiras. Nós entrevistamos um especialista em cobras
e eu acho que seria legal a classe ouvir. Que tal?" E então
nós ouvimos. O Cala-Boca já Morreu veio justamente
para provar que é possível usar o rádio, o
jornal, a TV e a Internet como espaço educativo. E um grande
espaço educativo! Não é aquela coisa chata,
cansativa em que o professor fala e o aluno ouve. Com certeza, muita
gente não agüenta mais isso, nem professor nem aluno.
Você está no projeto desde o início. Conte
um pouco da história do Cala-Boca já Morreu.
Eu tinha oito anos na época. Tudo começou quando uma
rádio comunitária foi inaugurada aqui no Butantã,
onde eu moro, e minha mãe resolveu ver como ela funcionava.
Começamos com um programa de rádio ao vivo, das quatro
às seis da tarde, aos domingos. Éramos um grupo de
dez crianças e havia também um grupo de adolescentes,
com um programa das duas às quatro da tarde. Falávamos
de diversos assuntos: meio ambiente, política, etc.
Eu acredito, até porque todos eram crianças, que
vocês não tinham experiência com rádio.
No começo, não foi difícil apresentar um programa
de rádio de duas horas ao vivo?! Como eram os programas?
Nós não tínhamos nenhuma experiência.
Nem nós nem meus pais, que são os coordenadores do
projeto. O que meus pais costumam falar e eu concordo com
eles é que devemos sempre começar pela prática,
pois a teoria vem de acordo com as nossas necessidades. Então,
a primeira coisa não é ler sobre como se faz rádio,
é aprender na prática. O que acontecia nessas duas
horas? Era um bate-papo! A diferença estava no microfone
e na possibilidade de pessoas que nós não conhecíamos
participarem da nossa conversa.
Você acha que essa é uma boa proposta para a escola?
Ela deveria dar mais atenção aos conhecimentos que
se pode adquirir na prática?
O que eu falei sobre rádio, a escola também poderia
fazer com os conteúdos escolares. Na hora de aprender um
assunto interessante, que tal gravar um programinha de dez minutos
e apresentar para a escola inteira? Eu gostaria muito que, assim
como aprendemos a ler, a escrever e a fazer contas, fosse possível
aprender a fazer rádio, jornal e televisão na escola,
como se fossem novas matérias.
Vocês procuram fazer uma ligação entre educação
e mídia. Poderia explicar por que vocês decidiram dar
atenção, no programa de rádio, aos temas propostos
pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN)?
Na época, nem sabíamos o que era isso (risos). Só
depois vimos que esses temas eram recomendados para a escola. Todos
os temas de que tratamos no projeto surgem nas discussões
que fazemos durante a semana. Nós fazemos o programa aos
domingos e, às terças, das sete e meia às nove
da noite, temos uma reunião de pauta, em que discutimos algumas
questões do grupo e elaboramos o roteiro do programa de domingo.
Nessas reuniões, é que acabamos trazendo algum tema
de que se falou na escola. Por exemplo, se falam que política
é um saco, logo pensamos se não seria legal falar
disso no domingo.
E como foi que vocês conquistaram espaço também
nos jornais e nas tevês?
Nessa época da Rádio Cidadã, entrevistamos
o dono de uma grande empresa de jornais de bairro de São
Paulo. Uma das perguntas que fizemos foi a seguinte: "Nos meios
de comunicação escritos, tudo o que é escrito
para crianças é escrito por adultos. Por que vocês
não abrem espaço para crianças escreverem para
crianças? Não seria mais legal?" Ele falou que
ia nos dar esse espaço. A partir de então, o Cala-Boca
começou a fazer o jornal. Isso foi em 96.
E na TV? Como vocês gravaram os programas de vocês?
Quando surgiu o canal comunitário da cidade de São
Paulo, tivemos a oportunidade de fazer apenas quatro programas de
televisão que foram ao ar.
O projeto questiona a dificuldade de acesso da criança
aos meios de comunicação. Como vocês vêem
a questão das rádios e dos canais comunitários,
a que a população continua sem acesso e que tem dificuldade
para financiar?
Uma característica nossa é que trabalhamos em parceria.
No caso da rede de jornais de bairro, nós escrevemos o jornal
e eles bancavam a impressão. Na televisão, conseguimos
uma produtora que nos cedeu o equipamento e a ilha de edição.
A partir do momento em que a parceria ficou inviável para
eles, tivemos de parar com os programas.
No caso das rádios comunitárias, o que acaba nos preocupando
e interferindo no nosso trabalho é outra coisa. A Rádio
Cidadã, por exemplo, onde nós estávamos em
97, foi fechada porque, nessa época, as rádios comunitárias
eram ilegais. Hoje, elas são legalizadas, mas precisam de
autorização, precisam ser sancionadas pelo governo,
e isso demora. Somos da opinião de que eles fazem isso porque
os meios de comunicação oficiais pertencem a grandes
políticos. Mas não é por isso que vamos deixar
de expressar nossa opinião e abrir espaço para a comunidade
falar o que pensa. Estamos em uma rádio não autorizada
pelo governo, mas é uma rádio comunitária de
verdade, a comunidade tem uma interferência muito grande nela.
As rádios por que vocês passaram ficavam em comunidades
carentes?
Não necessariamente. Essa é a terceira rádio
comunitária pela qual a gente passa. A Rádio Cidadã
ficava no Butantã, numa área que abrangia uma favela
também. Tínhamos a participação da favela
no programa, mas não só dela. Depois, fomos para a
Rádio Charme, que era um charme (risos). Era um estúdio
bem pequeno, mas dava para fazer rádio de qualquer forma.
Lá, sim, a audiência era 100% favela, uma comunidade
de nível econômico mais baixo. Para muitos, foi até
uma surpresa o lugar onde a rádio ficava. Já a Rádio
Guadalupe fica em Osasco e abrange vários tipos de público.
 |
| Já tivemos
várias ligações quando o assunto era o
racionamento de água aqui em São Paulo. A questão
da energia elétrica é outro dos assuntos mais
quentes do país agora. Política também.
|
E como foi esse contato com o público
mais carente. Tem sido uma experiência enriquecedora para
o grupo?
Foi um trabalho bem interessante e temos discutido sobre isso nos
últimos tempos. Na Rádio Guadalupe, a audiência
é grande. Você vai à padaria e as pessoas estão
ouvindo e comentando o programa, mas a participação
do ouvinte por telefone não é tão grande. Nós
nos perguntamos por quê. Na Rádio Charme, a gente chegava
a receber 20 telefonemas em uma hora, era uma coisa absurda. Mas
isso acontecia porque os ouvintes queriam mandar um salve, um beijo,
um abraço, um toque para não sei quem. Não
era uma participação sobre os nossos temas. Mas, na
Rádio Guadalupe, sabemos que eles estão comentando
o programa em casa.
Nesses seis anos de existência do projeto, como você
avalia o espaço que a mídia voltada ao público
jovem ou infanto-juvenil dedica para as crianças expressarem
suas opiniões?
O que percebo é que mudou bastante. A criança e o
adolescente hoje estão tendo mais espaço para expressar
seus sentimentos, seu modo de pensar. Nós acompanhamos os
relatórios que a Agência Nacional dos Direitos da Infância
(Andi) tem feito, como o boletim A Infância na Mídia,
e estamos cada vez mais conquistando o nosso espaço e sendo
ouvidos por mais gente que achava que jovem não tem o que
dizer.
Você disse que o programa tem audiência e repercussão.
Você acha que ele também está contribuindo para
mudar a imagem da criança na sociedade, ao mostrar que ela
tem muito a dizer?
Acho que está revertendo essa imagem completamente. Temos
muita audiência de pessoas da terceira idade, que têm
uma formação mais antiga, aquela história de
mandar a criança calar a boca mesmo. E recebemos muitas ligações
de senhoras que falam: "Nossa! Que legal o programa de vocês,
é bárbaro! Adorei quando vocês falaram sobre
esse assunto!" Uma vez, fizemos uma entrevista sobre drogas
no programa e ganhamos os parabéns de muita gente que achava
que esse assunto devia ser tratado mais vezes.
Pelos ouvintes de vocês, quais são os temas de
maior interesse da população atualmente?
Acho que a questão da água. Já tivemos várias
ligações quando o assunto era o racionamento de água
aqui em São Paulo. A questão da energia elétrica
é outro dos assuntos mais quentes do país agora. Política
também.
Vocês falam de política?! Acho que, nessas horas,
a equipe se divide em quem é contra e quem é a favor
de falar sobre política...
Já entrevistamos deputados, senadores, pessoas com vários
cargos ou então que são especialistas em política
para conversar e explicar o assunto para nós. Já tivemos
várias discussões sobre isso. No início, eu
não queria falar sobre política porque achava que
criança não ia se interessar pelo assunto, que todo
mundo ia achar um saco e mudar de estação. É
que eu não conhecia nada a respeito. Mas a partir do momento
em que eu comecei a entender de política, passei a gostar
e a acompanhar. Hoje, tentamos falar sobre os mais diversos assuntos
na rádio, no jornal e na tevê. Percebemos que as pessoas
só não falam, não discutem, não participam
porque não conhecem...
 |
| Devemos sempre começar
pela prática, pois a teoria vem de acordo com as nossas
necessidades. Então, a primeira coisa não é
ler sobre como se faz rádio, é aprender na prática. |
Você acha que as escolas não usam
o rádio para estimular o aprendizado porque não conhecem
o seu potencial?
Eu acho que não só as escolas, mas a maioria das pessoas
tem uma visão de que uma rádio serve só para
tocar música e mandar recado, o que não é verdade.
Dá pra falar sobre educação, para aprender
muito, tanto fazendo quanto ouvindo. As rádios comunitárias
estão provando que isso é completamente possível.
As escolas deveriam pensar um pouco sobre isso, assim como as comunidades
já vêm fazendo. Um de nossos projetos é o Rádio-Escola,
baseado no Cala-Boca já Morreu e que visa instalar um estúdio
de rádio nas escolas. Isso já vem acontecendo em Sorocaba/SP
e Vargem Grande Paulista, onde, se não me engano, existem
seis escolas que hoje já contam com a aparelhagem e fazem
programas internos para usar na sala de aula e para passar na hora
do recreio. A prefeitura de São Paulo comprou esse projeto
para implantá-lo nas escolas municipais. Foi uma vitória
e estamos superfelizes. É um grande passo para entender que,
nos meios de comunicação, aprende-se muito.
E que recado você daria para um professor
ou diretor de escola que quisesse propiciar aos seus alunos um projeto
semelhante ao Cala-Boca já Morreu?
O recado que eu dou para essas escolas é que primeiro
reflitam sobre que papel elas vêem para os meios de comunicação
hoje. Conforme forem pensando sobre essa questão, vai dar
para elas fazerem TV, rádio do jeito que quiserem. Não
precisamos ter o equipamento que a Rede Globo tem. Tendo um gravador
pequeno de mão, dá para fazer um programa de rádio
superlegal. Pode não ter uma excelente qualidade, mas muito
mais gente vai poder dar sua opinião.
O que mudou na sua vida de estudante depois que
a sua opinião sobre as coisas passou a ser ouvida por mais
gente pelo rádio?
Nós já fazemos rádio há seis anos
e percebemos que qualquer pessoa que não tem muito contato
com os meios de comunicação e começa a fazer
rádio, passa a ouvir a sua própria voz, o que tem
para falar e se sente reconhecida. A pessoa acaba se valorizando
muito mais, crescendo muito e tendo vontade de procurar, de conhecer,
de discutir e acaba percebendo que não está na escola
à toa, que vai usar o que está aprendendo. Ela vê
na prática que ter voz é muito importante. Muitas
pessoas estão ouvindo o que ela está falando e isso
vai marcar para sempre as suas vidas. É uma atividade em
que aprender é legal, divertido, gostoso. Não é
como ficar sentado quieto, ouvindo o professor falar sem emitir
a nossa opinião.
São seis anos ininterruptos no ar?
Ficamos quase um ano fora do ar na rádio, mas fizemos outras
atividades.
Você comentou que já levou o programa para sua
escola e que isso marca quem está ouvindo. Os outros integrantes
do projeto têm feito o mesmo? Como essa experiência
tem repercutido nas escolas de vocês?
Sempre levamos as coisas que fazemos para mostrar aos professores.
Na escola em que eu estudo, Escola Cooperativa do Butantã,
criamos o Gama Grupo de Ação para o Meio Ambiente.
Só me liguei em meio ambiente depois que entrei no projeto.
Outra coisa é que o comportamento dos alunos que fazem parte
do projeto mudou bastante. Algumas pessoas que eram completamente
"desinteressadas", hoje fazem parte do grêmio da
escola, realizam eventos e coisas desse tipo.
Pelo jeito, o meio ambiente também é um dos temas
favoritos de vocês...
Foi o primeiro tema de que começamos a tratar, em 1995. O
Cala-Boca já Morreu tem várias assessorias. E a nossa
assessoria de meio ambiente é o S.O.S. Mata Atlântica.
Entramos em contato com eles porque queríamos falar sobre
o Rio Tietê e conhecemos o Samuel Barreto, biólogo
do S.O.S. e coordenador do Núcleo Pró-Tietê,
daqui de São Paulo. Ele levou algumas amostras de água
para nós e foi muito engraçado. Na época, nós
éramos apenas dez crianças e havia crianças
pequenas no projeto, uma de três e outra de quatro anos. Elas
foram para o colo do Samuel e ficou todo mundo empolgado. Começaram
a chegar crianças para ver o que estávamos fazendo.
A gente estava quase em cima da mesa, no estúdio, fazendo
análise da água e contando tudo para o ouvinte.
E como é esse projeto colaborativo com
a escola americana na área de meio ambiente?
Esse projeto surgiu no ano passado. O núcleo de comunicação
e educação da Escola de Comunicação
e Artes da USP, coordenado pelo professor Dr. Ismar de Oliveira
Soares, tem um programa chamado CAAP, que agora está virando
"CAP" (boné), por estar na cabeça dos jovens.
Traduzindo para o português, a sigla significa Países
Aliados pela Comunicação. Então, várias
escolas do mundo inteiro fazem intercâmbio via Internet sobre
o tema que escolheram. Nós fazemos intercâmbio com
uma escola dos Estados Unidos sobre o tema poluição
do ar e automóveis.
Como são as atividades desse projeto? Vocês se
reúnem e discutem pela Internet?
Nós estamos numa fase de apresentação: quem
somos nós, quem são eles, o que existe aqui no Brasil,
o que existe lá, trocamos fotos. Acabou sendo definido que
as escolas integrantes do CAAP teriam um instrumento de apresentação
para escolas de outros países. E como o Cala-Boca já
Morreu tinha TV, rádio e jornal, pensamos em fazer um site.
Nós estamos construindo um site e eles, nos Estados Unidos,
estão fazendo um vídeo.
É engraçado que a escola com quem
vocês estão discutindo a poluição do
ar seja dos Estados Unidos, que estão sendo criticados por
não assinar o Protocolo de Kyoto...
Parece que essa escola é bem bacana porque eles têm
muita aparelhagem e fazem vídeos na sala de aula. Mas a escola
aceitar falar sobre essa questão de o país ter quebrado
o Protocolo de Kyoto é mesmo bem legal, com certeza.
Para entrar em contato com o projeto:
E-mail: isislimasoares@uol.com.br
telefones: (11)3714 2628 ou (11)3714 8158
*****
Vitor Casimiro
Exclusivo para o Educacional
agosto, 2001
|