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Xô, borboleta!
Autor: Eliane
Mara
Disciplina: Ed. Inf.
Disciplinas relacionadas: Linguagem Oral e Escrita,
Artes Visuais e Natureza e Sociedade
Séries: jardim II
Escola: Colégio Universitário de
Jundiaí/SP

Era início de 2000.
Minha primeira turma no colégio.
Tudo ia bem, quando, sem ser convidada, uma borboleta entra porta adentro e
faz a maior revoada na classe. As crianças, como era de se esperar, fizeram
aquela algazarra. No auge de seus 4 aninhos, elas se levantavam, batiam palmas
e gritavam maravilhadas com as manobras de nossa nobre visitante.
Eu fiquei perturbadíssima, já que perdia o controle sobre a meninada.
Queria, a todo custo, tirar a intrusa dali para que eu continuasse minha aula.
Foi
aí que Madalena Freire soprou em meus ouvidos moucos que eu poderia aproveitar
a situação e não simplesmente ignorá-la.
Propus, então, que fizéssemos silêncio para não
assustar nossa nova amiguinha. Depois de muitas tentativas frustradas, consegui
prender a borboleta dentro de um saco plástico, para o delírio
da minha gurizada.
Fizemos um tour pelas classes vizinhas falando adivinhas para os alunos descobrirem
o que trazíamos escondido.
Feito isso, fomos até o parque para soltar nossa esvoaçante amiga.
Observar o vôo meio tonto dela foi a maior curtição do dia.
Que alegria!
Na volta para a classe, alguém deu a idéia de darmos um nome
para ela. Fizemos uma rápida votação e não é
que ela ganhou até sobrenome! Ficou instituído pelos pequenos
que ela seria chamada de Pipoquinha Butterfly.
Daí para fazermos música, artesanato, leitura de histórias,
pesquisa de hábitos e habitat foi só um pulo.
Depois desse dia, tento sempre ver uma boa oportunidade para trocar experiências
com minhas crianças sobre algo que, aparentemente, é banal.

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