Malba Tahan é autor do famoso livro O Homem que Calculava,
um verdadeiro sucesso literário, já traduzido em doze idiomas e com muitas dezenas
de edições em português. Quem ouve falar do nome desse escritor é levado
a acreditar que ele seja algum estrangeiro, provavelmente alguém nascido lá nas
Arábias. Muitos se admiram ao descobrir que esse exímio contador de histórias
nunca existiu de verdade, mas é um personagem de um criativo professor brasileiro.
Trata-se de Júlio César de Mello e Souza, um carioca que nasceu há 105 anos.
Segundo sua biografia, o professor Júlio criou o pseudônimo Malba Tahan para
suas obras, que contavam histórias passadas nas areias da Arábia. Elas envolviam
situações de divisão de bens e problemas de álgebra e aritmética apresentados
sob a forma de instigantes desafios de lógica. Júlio César era um educador
preocupado com a forma como a matemática vinha sendo abordada em sala de aula
e criticava os métodos utilizados para trabalhar essa disciplina. Acreditava que
a didática tinha de mudar, que a matemática não deveria ser vista como um bicho-papão,
nem como uma disciplina sem vida que só exigia dos alunos muita memorização e
treinamento. Resolveu, então, contribuir para mudar esse quadro e mostrar
às pessoas que a matemática pode ser uma divertida e desafiante aventura. Além
de escrever livros, Júlio César viajou por todo o Brasil para dar palestras a
estudantes e defender a idéia de que é possível trabalhar a matemática de forma
dinâmica e criativa. Quem ler seus livros vai encontrar enigmas para
resolver e, com certeza, ficará encantado com a forma que ele utilizava para apresentar
desafios lógicos.
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