O bom uso de computadores e da Internet na educação é um assunto que
interessa muito a diretores de escolas e lideranças educacionais. Afinal, o tipo
e a quantidade de recursos disponibilizados para uma comunidade e o modo como
são utilizados interferem significativamente no desempenho dos seus alunos e no
exercício da cidadania. Este artigo tem por objetivo informar diretores e outras
lideranças educacionais a respeito do impacto da informática na educação e do
que se pode fazer para aproveitar ao máximo esse recurso.
Computadores e Internet garantem melhor desempenho?
Desde que se descobriu que computadores e Internet também podem ser usados na
educação, os pesquisadores começaram a realizar investigações para identificar
qual é sua relevância para o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem. Não
faltam estudos de caso que relatam experiências individuais bem-sucedidas de
professores e alunos do mundo inteiro com a utilização do computador e da
Internet ou que revelam que o uso de computadores é essencial para a formação do
cidadão do século XXI.
Em 1998, pesquisadores da Universidade de Laval, no Canadá, reuniram essas
experiências e mostraram que a utilização de computadores e da Internet tornam
as práticas docentes mais motivadoras e mais centradas nas necessidades dos
alunos e na solução de problemas autênticos (Bracewell, 1998). Daí para concluir
que os alunos também aprendem mais era um pulo, não? Mas ainda faltava a
prova.
Mais tarde, em 2000, pesquisadores da Universidade da Califórnia, Irvine,
(Riel e Becker, 2000) conseguiram associar um comportamento de liderança dos
professores ao uso de computadores, isto é, sua pesquisa revelou que os
professores mais bem formados e influentes no seu grupo, e aqueles que
utilizavam estratégias pedagógicas variadas, também eram os que mais gostavam de
usar computadores. Se os melhores professores vêem utilidade no computador e na
Internet, essas ferramentas deveriam ser muito boas para o desenvolvimento dos
alunos, não? Mas ainda faltava a prova.
Finalmente, em 2005, chegou a prova. A comunidade científica conseguiu
mostrar que computadores e Internet estão associados a um melhor desempenho dos
alunos nas habilidades que devem ser desenvolvidas na escola, tais como Leitura
e Matemática. Trata-se do estudo realizado pela Organização para Cooperação e
Desenvolvimento Econômico, a OCDE, que comparou os resultados do Pisa 2003 com o
acesso dos alunos a computadores e à Internet. O Pisa é um exame internacional
que avalia e compara o desempenho de jovens de 15 anos nos 31 países-membros da
OECD e seus 11 parceiros, entre eles o Brasil. Esse exame é realizado com base
no Censo Escolar e envolve alunos de escolas particulares e públicas de todas as
regiões do país. O foco de 2000 foi a Leitura e o de 2003, a Matemática. Com os
dados do Pisa 2000, a relação entre acesso a computadores e desempenho não ficou
muito clara porque faltavam informações sobre os alunos. Já em 2003, o estudo
foi muito mais abrangente e conclusivo, conforme veremos a seguir.
O que diz o Pisa
Infelizmente, estamos cansados de saber que o Brasil está em uma das últimas
colocações na avaliação do Pisa. Os resultados do exame de 2000, cujo foco foi a
Leitura, revelaram que os alunos brasileiros apresentam dificuldades em
recuperar informações específicas e em demonstrar compreensão geral de textos,
em interpretá-los e refletir sobre seu conteúdo e suas características. Em 2003,
o Pisa também mostrou que nossos alunos têm dificuldades com operações básicas e
raciocínio matemático (Inep, 2001; Castro, [s.d.]; Casimiro, 2001; Oliveira,
2001; Inep, [s.d.]; OECD, 2005).
No momento da publicação dos resultados, o baixo desempenho do Brasil sempre
foi bastante associado ao grande número de repetentes, visto que os alunos que
não haviam reprovado nenhuma série tinham uma atuação um pouco melhor.
Considerou-se, portanto, que, para melhorar o desempenho do Brasil no Pisa,
seria importante atacar o problema da repetência. É claro que isso é relevante,
mas um estudo da OCDE (2005) revelou que é possível que o péssimo desempenho do
Brasil também esteja relacionado aos baixíssimos níveis de informatização das
nossas escolas. Seguem os principais resultados da pesquisa:
| Os alunos que não têm acesso
a um computador tiveram o pior desempenho em Matemática no Pisa
2003. | |
Em 2003, os pesquisadores da OECD tomaram o cuidado de fazer um levantamento
de bens econômicos, sociais e culturais aos quais os alunos avaliados têm
acesso. Os alunos foram divididos em quatro grupos, segundo seus indicadores de
acesso a bens econômicos, sociais e culturais, para fosse possível observar a
influência do computador sobre o desempenho dos alunos descontando-se esses
fatores. A crítica que se fez ao estudo da OECD em 2000 foi a respeito da falta
desse levantamento. Foi possível verificar que os alunos que possuem computador
tiveram melhor desempenho, mas não foi possível garantir que o melhor desempenho
estava associado somente ao acesso a um computador. Afinal, quem possui um
computador também pode ser privilegiado em outros quesitos econômicos, sociais e
culturais, que sabidamente interferem no desempenho dos alunos.
E qual foi o resultado do estudo? Mesmo descontando-se os indicadores
econômicos, sociais e culturais, os alunos que afirmam não ter acesso a um
computador tiveram desempenho pior em Matemática (OECD, 2005, p. 55-56, fig.
4.2).
O relatório não analisou as causas desse fenômeno. No entanto, são muitos os
estudos que mostram que o uso do computador motiva os alunos a estudar e os
coloca diante de desafios comuns para o mundo tecnológico em que vivemos. Sendo
assim, é muito provável que a utilização dessa máquina desenvolva o raciocínio
dos alunos e sua necessidade autêntica de realizar operações básicas.
Portanto, o relatório da OECD não nos deixa mais ter dúvidas a respeito
da gravidade de um jovem não ter acesso a um computador: o aluno que não tem
acesso a esse recurso está em franca desvantagem, tanto em termos de
conhecimento de tecnologia quanto no seu desempenho em Matemática. Vejamos,
então, o retrato da informatização das escolas em nosso país.
Como está o acesso a computadores no Brasil?
O Brasil não está em uma situação nada favorável no que diz respeito ao
acesso de alunos de 15 anos a computadores. Ficamos em penúltimo lugar na
quantidade de computadores por alunos entre os países avaliados e em último
lugar na disponibilidade de softwares educativos para alunos (OECD, 2005, fig.
2.7-2.8). Não podemos questionar que nossas escolas estão mal equipadas para
enfrentar as necessidades tecnológicas e educacionais do nosso século. Nas
escolas em que há computadores disponíveis para alunos, temos uma média de uma
máquina para cada 50 alunos, sendo que a média dos países-membros da OECD é de
uma máquina para cada 6,25 alunos (OECD, 2005, tab. 2.4).
Observe os dados na tabela abaixo:
Por que é tão importante informatizar as escolas no Brasil?
É muito comum acreditarmos que, no Brasil, determinadas dificuldades de
acesso a bens materiais e culturais estejam restritas às classes menos
favorecidas da nossa população. Afinal, sendo um dos países com a maior
disparidade social do mundo, imagina-se que a camada mais privilegiada da nossa
população tenha acesso a tantos recursos quanto as pessoas que moram nos países
desenvolvidos. Os dados da OECD nos mostram que isso não é bem assim quando se
trata de acesso a computador por jovens de 15 anos. Mesmo entre os brasileiros
mais ricos em termos econômicos, sociais e culturais, o acesso a computadores e
softwares educacionais é somente um pouco superior ao da população mais carente
dos países da OECD. São 66% dos nossos jovens mais favorecidos que têm acesso a
um computador em casa, ao passo que 58% dos jovens da camada menos favorecida
dos países-membros da OECD têm acesso a esse recurso (OECD, 2005, tab.
2.3b).
Esse número revela que até a camada da população mais privilegiada no Brasil
está em desvantagem em uma comparação internacional no que diz respeito a acesso
a computadores.
O gráfico a seguir apresenta esses números:
 |
| (Fonte: OECD, 2005, tab.
2.3b) |
As causas desse fenômeno também não foram investigadas pela OECD. Podemos
supor que a nossa população mais privilegiada em termos econômicos, sociais e
culturais não acredite com unanimidade que os jovens de 15 anos podem se
beneficiar de um computador para desenvolver a sua aprendizagem. Afinal, não é
por falta de dinheiro nem de cultura que essas famílias não disponibilizam esse
recurso para seus filhos.
Esse dado revela que os diretores de escolas e
lideranças educacionais têm um papel crucial para promover a mudança desse
paradigma, seja oferecendo recursos na própria escola para que seus alunos usem
ou convencendo as famílias de que permitir que seus filhos utilizem um
computador em casa lhes trará benefícios pedagógicos.
Se a nossa camada mais privilegiada da população está em desvantagem
internacional, não precisamos nem mencionar que, na camada menos privilegiada,
somente 3% dos jovens têm acesso a um computador. Esse dado nos coloca no fim da
linha da pesquisa internacional, deixando nossa população desfavorecida na
condição de uma das mais desfavorecidas do planeta. É simplesmente uma questão
de responsabilidade social dar acesso a computadores a essa população nas
escolas.
O que dizem os diretores de escolas brasileiros a respeito de
computadores e educação?
Para o estudo da OCDE, perguntou-se aos diretores das escolas dos alunos
avaliados se eles achavam que a falta de computadores e de softwares
educacionais estava afetando a qualidade da educação nas suas escolas. Mais de
60% dos diretores de escolas brasileiros admitem que a falta desses recursos
tecnológicos atinge a qualidade do trabalho realizado na sua instituição (OECD,
2005, tab. 2.5). Esse é um forte indicador de que a maioria dos diretores já
associa a disponibilidade de recursos tecnológicos para alunos e professores a
uma educação de melhor qualidade.
Por outro lado, no Brasil, os diretores de escolas que oferecem um computador
para cada 16 alunos já consideram suas escolas suficientemente equipadas para
realizar uma educação de qualidade. No entanto, nos países-membros da OECD, os
diretores só ficam satisfeitos quando conseguem oferecer um computador para cada
cinco alunos. A média dos países-membros da OECD é de um computador para cada
6,25 alunos (OECD, 2005, tab. 2.4).
 |
| (Fonte: OECD, 2005, tab.
2.4-2.5) |
Este estudo apresenta um parâmetro muito interessante para os diretores de
escolas e lideranças educacionais brasileiros. Quem quer estar em situação
melhor de disponibilidade de computadores para alunos do que a média nacional
deve investir em mais de um computador para cada 50 alunos; quem deseja ficar em
um patamar equivalente à média dos países desenvolvidos deve pensar em um
computador para cada seis ou sete alunos; e quem quer estar no nível considerado
ideal deve pensar em um computador para cada cinco alunos.
Quem é que utiliza os computadores que estão nas escolas?
O estudo da OCDE (2005) também verificou quem tem acesso aos computadores
disponíveis nas escolas. Mais uma vez, o Brasil se destacou na contra-mão da
tendência dos países desenvolvidos. O Brasil e a Turquia são os únicos países
que disponibilizam um percentual muito maior de computadores ao pessoal
administrativo do que os outros países participantes do estudo. Aqui, 39% das
máquinas das escolas são usadas pelo pessoal administrativo, enquanto 18% podem
ser utilizadas por professores. Os alunos podem usar 47% dos computadores das
escolas. A média da OCDE é de 10% das máquinas para pessoal administrativo, 16%
para professores e 64% para alunos (OECD, 2005, tab. 2.4). Não é preciso lembrar
que, em qualquer escola, há muito menos funcionários administrativos do que
professores e que os alunos sempre compõem a maior parcela de uma comunidade
escolar. Portanto, um país que dá mais acesso a computadores ao pessoal
administrativo do que a professores é, no mínimo, estranho.
 |
| (Fonte: OECD, 2005, tab.
2.4) |
Os motivos de esses números terem essa configuração evidentemente não são
analisados no relatório da OCDE (2005), mas eles nos permitem inferir uma
cultura que valoriza mais a administração escolar do que o ensino. Também são
indicadores daquele temor tão conhecido de que os alunos podem estragar as
máquinas e, portanto, não devem ter tanto acesso a elas. Além disso, eles podem
refletir uma postura de resistência da parte de professores em exigir o acesso à
tecnologia ou até de impotência em dar sugestões a respeito das suas
necessidades. Também é possível que esses números simplesmente retratem um
desconhecimento de toda a comunidade escolar — diretores, professores, alunos,
pais e lideranças educacionais — e até da imprensa a respeito da importância de
se ter uma escola verdadeiramente informatizada.
Na próxima seção, vamos detalhar mais a relação entre acesso a computadores e
Internet e desempenho no Pisa.
| Desempenho em Matemática e
Leitura é melhor entre alunos que utilizam o computador entre uma vez por semana
e uma vez por mês, na escola e, principalmente, em
casa. | |
Quando o relatório da OECD (2005) detalha a influência do uso de computadores
no desempenho dos alunos, percebemos que a relação entre utilização de
computador e desempenho em Matemática não é exatamente direta. Vimos, na sessão
anterior, que a falta de acesso a computadores está muito fortemente associada a
baixo desempenho dos alunos. Por outro lado, não é qualquer tipo de acesso a
computadores que melhora o desempenho dos alunos em Matemática e Leitura.
Qual é o perfil dos melhores alunos no Pisa?
Os alunos que, inquestionavelmente, tiveram melhor desempenho em Matemática
no Pisa 2003 têm o seguinte perfil:
- usam o computador em casa;
- utilizam-no com uma freqüência que varia entre uma vez por semana e uma vez
ao mês;
- usam o computador para finalidades variadas;
- utilizam-no há mais de cinco anos;
- têm segurança ao usar a Internet;
- realizam tarefas básicas de computação — como abrir e salvar um arquivo,
jogar, imprimir um trabalho, editar um documento e usar a barra de rolagem — com
segurança.
Além disso, os alunos de 15 anos que usavam computadores há três anos e meio
também tiveram desempenho melhor do que os que só os utilizavam há um ano (OECD,
2005, fig. 4.1, 4.2, 4.3, 4.5a, 4.6). Esse perfil de desempenho foi registrado
em todos os níveis socioeconômico-culturais e em todos os países participantes
do exame.
A conclusão que se tira daí é que, se uma família quer melhorar o desempenho
dos seus filhos na escola, pode e deve lhes oferecer um computador para ser
utilizado moderadamente para finalidades variadas. Já o diretor da escola que
deseja melhores resultados deve incentivar as famílias a disponibilizarem
computadores para seus filhos.
Quando é que a relação entre uso de computador e desempenho não é
direta?
Surpreendentemente, os alunos que usam a Internet quase todos os dias para
lazer têm desempenho em média de quatro pontos abaixo do grupo de melhor
desempenho (que usa o computador moderadamente) em Matemática e 15 pontos a
menos em Leitura; e os alunos que utilizam softwares quase todos os dias têm 24
pontos a menos em Matemática e 43 a menos em Leitura (OECD, 2005, tab. 4.5-4.7,
fig. 4.6). A conclusão que se tira desses dados é que não é qualquer uso de
computador que faz diferença: os alunos que mais usam o computador não têm um
desempenho tão bom assim, provavelmente porque não o utilizam de maneira eficaz
com vistas à aprendizagem.
Portanto, os pais devem, sim, observar se seus filhos estão fazendo um uso
produtivo dessa ferramenta, sem envolver utilização compulsiva e puramente para
entretenimento. As escolas, por sua vez, precisam mostrar aos alunos o que é um
uso produtivo desse equipamento, pois nem todos fazem essa descoberta
sozinhos.
Outro ponto importante para reflexão é que não foi em todos os países que o
uso de computadores na escola foi associado a um melhor desempenho dos alunos em
Matemática. Após considerar as diferenças econômicas, sociais e culturais dos
alunos, em 16 países, a atuação dos alunos que usam computadores nas escolas foi
consideravelmente melhor do que a dos demais. No entanto, na Grécia e na
Tunísia, o desempenho dos alunos que utilizam o computador na escola foi
ligeiramente inferior ao dos demais e, nos outros países, não houve diferença
perceptível. Existe uma relação entre melhor desempenho e uso de computadores
nas escolas, mas ela não é tão universal como no caso da utilização moderada
desse equipamento em casa.
A interpretação que se faz desse fato é que cada escola ou país pode ter um
modo mais produtivo ou menos de utilizar tecnologia. Um analista do resultado do
relatório da OCDE com os dados do Pisa 2000, Bielefeldt (2005, p. 345), já
apontava que não é qualquer uso que se faz do computador na escola que é
produtivo. O relatório da OECD (2005) reforça esse argumento.
Em alguns países, pode ser um hábito orientar os alunos de desempenho mais
baixo a fazer trabalho extra na escola usando o computador. Esses alunos
poderiam estar tendo um benefício da utilização das máquinas, mas ele poderia
não ser percebido na média geral. Interpretações à parte: não é qualquer uso de
computador na escola que é produtivo, mas, em grande parte dos países estudados,
os professores e alunos já descobriram como fazer isso. São eles: Bélgica,
Suíça, Austrália, EUA, Nova Zelândia, Áustria, Hungria, Canadá, Suécia,
República Checa, República Eslovaca, México, Polônia, Finlândia, Federação Russa
e Sérvia (fig. 4.3). Vale a pena investigar o que esses países têm feito em suas
escolas com a tecnologia.
O que oferecer primeiro: recursos ou formação de professores?
O que o estudo da OCDE deixa claro é que a falta de acesso a computadores é
devastadora para o desempenho dos alunos, que existe uma forte correlação entre
uso moderado do computador em casa e bom desempenho e que não é qualquer
utilização do computador na escola que é eficaz.
Esses dados significam que é importante equipar as escolas, incentivar as
famílias a deixarem seus filhos usar computadores e formar o professor para
utilizar os recursos de maneira produtiva.
A mídia e a academia defendem muito que não adianta equipar as escolas
sem formar o professor, e isso muito provavelmente é verdade. No entanto, quando
se fala em tecnologia, não é possível formar o professor antes de disponibilizar
o recurso, pois este já estaria obsoleto ao final da capacitação. E, na média,
as escolas brasileiras estão precisando investir muito mais em recursos do que
têm feito até o momento.
Ao formar o professor para o uso da tecnologia, é importante ter em mente que
isso precisa ocorrer simultaneamente à adoção de novas tecnologias e na medida
da necessidade e do interesse do professor. O que parece ser mais produtivo é
disponibilizar os recursos, oferecer uma formação básica a respeito do
funcionamento da máquina e dar apoio ao professor no momento em que ele deseja
usar um novo recurso.
Como um portal de qualidade pode ajudar sua escola a utilizar
computadores e Internet de maneira produtiva?
Ao optar por um portal de qualidade, um diretor de escola estará contribuindo
muito para uma utilização eficaz dos recursos tecnológicos.
Em primeiro
lugar, o diretor que fizer uma parceria com um portal de qualidade estará dando
a entender a toda a sua comunidade (alunos, professores e pais) que acredita na
informática e na Internet para aprimorar a qualidade do trabalho realizado em
sua escola, o que é comprovadamente verdadeiro.
Em segundo lugar, sua escola passará a ter acesso a uma gama de recursos
extremamente diversos que atendam aos desejos, necessidades e curiosidades dos
mais variados professores e alunos, promovendo uma utilização relevante de
recursos tecnológicos diversificados para o ensino e a aprendizagem.
Em terceiro lugar, ter acesso a um portal de educação é um incentivo para que
as famílias adquiram um computador para uso escolar e mostra ao aluno que só usa
o computador para lazer que ele também pode utilizá-lo para a aprendizagem.
Por fim, alguns portais oferecem serviços de atendimento presencial, que
podem orientar as escolas quanto ao uso eficaz da tecnologia para desenvolver a
aprendizagem.
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2005.
Betina von Staa é coordenadora pedagógica e articulista da divisão de portais da Positivo Informática. Autora e docente de cursos on-line para a COGEAE, a Fundação Vanzolini e o UnicenP, é doutora em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP.